Começa julgamento de João Paulo Cunha no Conselho de Ética

O relator do processo de cassação do ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) no Conselho de Ética da Câmara, deputado Cézar Schirmer (PMDB-RS), disse nesta manhã que, "em tese", o parlamentar paulista afrontou o decoro parlamentar. Segundo Schirmer, houve saque de R$ 50 mil pela mulher de João Paulo, Márcia Milanese, na conta da SMPB, do empresário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza na agência do Banco Rural em Brasília; houve omissão do fato pelo parlamentar, num primeiro momento, bem como um contrato da Câmara com a mesma empresa (SMPB), no qual relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) e do controle interno da Câmara apontaram irregularidades."Qual a penalidade? Vamos ver mais tarde", disse Schirmer, procurando não antecipar a conclusão de seu relatório. Schirmer fez essas declarações ao chegar para a reunião do Conselho, que começou por volta das 11h30, com atraso de 27 minutos. João Paulo Cunha está presente.A deputada Ângela Guadagnin (PT-SP) disse, ao chegar para a reunião, que não vai pedir o prazo regimental de duas sessões para analisar o processo (pedido de vista), atendendo a solicitação do próprio João Paulo Cunha, que argumentou ter pressa para conclusão do processo. Guadagnin tem pedido vista de todos os processos envolvendo deputados do PT. Com sua decisão, há expectativa de que a votação seja concluída hoje mesmo, logo após a leitura do parecer.A tendência clara no Conselho é pela cassação do mandado de João Paulo Cunha. O julgamento final, no entanto, ficará a cargo do plenário da Câmara. Para ter o mandato cassado são necessários 257 votos, maioria absoluta da Câmara, em votação secreta.

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