Começa CPI das ONGs, que ouve reitor da UnB nesta terça

Comissão ouve primeiro o promotor de Justiça que cuida do inquérito sobre suposto desvio de Mulholland

Rosa Costa, de O Estado de S.Paulo

04 de março de 2008 | 13h06

A CPI das ONGs está reunida nesta quarta-feira, 4, no Senado, para ouvir o reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mulholland, o presidente do Conselho Superior da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), Antônio Manoel Dias Henrique, e o promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Gladaniel Palmeira de Carvalho.   Veja também:   Entenda a crise dos cartões corporativos     A CPI iniciou os trabalhos pelo depoimento do promotor de Justiça.   O reitor da UnB e o presidente da Finatec deverão prestar esclarecimentos sobre as denúncias de uso de recursos públicos da fundação, no total de R$ 470 mil, para mobiliar o apartamento funcional ocupado pelo reitor. As denúncias surgiram em meio ao escândalo da farra com os cartões corporativos, que resultou na saída de Matilde Ribeiro do ministério da Igualdade Racial. Já o representante do Ministério Público deverá prestar aos senadores da CPI informações sobre o inquérito em andamento destinado a apurar as denúncias.   A CPI das ONGs deve focar as investigações nas fundações de apoio às universidades, dado o volume de recursos públicos repassados para elas e os casos de irregularidades em convênios apontados nos últimos anos pelo Tribunal de Contas da União (TCU).   Conforme revelou o Estado no último domingo, o TCU apontou irregularidades em 29% das fundações de apoio ligadas a universidades federais nos últimos 5 anos. Das 65 entidades do gênero cadastradas no Ministério da Educação - uma das obrigações para que existam regularmente -, 19 ficaram retidas no pente-fino do tribunal. Os problemas estão espalhados por 16 Estados.

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