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Comando de Greve critica negociações sobre Previdência

O Comando Nacional de Greve dos servidores públicos rejeitou hoje a nova proposta de reforma da Previdência. A proposta foi apresentada pelo governo ao grupo de governadores, que representam as cinco regiões do País, mantendo a aposentadoria integral para os atuais servidores, porém com novas condições. "Não teve, até agora, negociação alguma do governo com os servidores, só conversa", reclamou José Domingues Godoi Filho, do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e integrante do Comando de Greve. Outro integrante do Comando de Greve, Vicente Neto, criticou as negociações que estão sendo feitas entre a União e os governadores dos Estados. Segundo ele, os servidores foram alijados do processo. "É esdrúxula essa instância nova chamada reunião de governadores", afirmou. Num balanço feito hoje as lideranças da greve calcularam que 55% da categoria aderiu à paralisação contra a reforma da Previdência. Segundo o Comando, estão parados os docentes de 25 universidades federais e 100% dos técnicos administrativos dessas instituições; 55% dos servidores do Judiciário; 30 a 35% dos trabalhadores na Saúde, 45% dos funcionários das escolas, 80% dos servidores do IBGE e 85% dos do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). A greve começou no dia 8 de julho. O Comando de Greve reivindica a retirada de tramitação da proposta de reforma previdenciária.

Agencia Estado,

16 de julho de 2003 | 19h09

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