Comandante do Exército diz que agiu como cidadão ao embarcar atrasado no avião

O comandante do Exército, general Francisco Albuquerque, "agiu como qualquer cidadão ao sentir-se prejudicado após cumprir todas as exigências legais" quando, no dia 1º, fez com que um avião da TAM, que já taxiava na pista do aeroporto de Viracopos, em Campinas, retornasse ao pátio para que ele e a esposa pudessem embarcar.É o que afirma nota oficial divulgada na noite desta terça-feira pelo Centro de Comunicação Social do Exército (Cecomsex) em sua página na internet.O texto diz que Albuquerque cumpriu "os prazos previstos pela companhia aérea e, inclusive, confirmou a viagem com 12 dias de antecedência". Segundo a nota, "está comprovado que havia passageiros em excesso", e o general só tomou a iniciativa de interromper a decolagem do avião depois que os funcionários da companhia lhe devolveram a bagagem, "que já estava etiquetada", e lhe informaram "da falta de vagas na aeronave".O comandante, de acordo com a nota, "dirigiu-se a funcionário da TAM e expôs a necessidade de viajar para Brasília em virtude de compromissos inadiáveis; foi orientado a procurar o balcão da Gol e embarcar no vôo dessa empresa para Brasília; cumpriu a orientação e foi informado de que o vôo também estava lotado; voltou ao funcionário da TAM e tomou ciência de que não havia solução para o problema; e decidiu, então, recorrer ao órgão local do Departamento de Aviação Civil (DAC), solicitando providências."Ainda segundo o texto do Cecomsex, Albuquerque, "em nenhum momento, valeu-se de prerrogativas do cargo e desconhecia a situação da aeronave que, a essa altura, iniciara seu processo de afastamento do terminal. Ignorava, também, que a empresa tomaria a iniciativa de oferecer recompensa a dois passageiros para que abdicassem da viagem."O Cecomsex divulgou também notas da TAM e do Departamento de Aviação Civil segundo as quais tudo foi feito de acordo com o Termo de Compromisso de Ajustamento, assinado pelas companhias aéreas para ser aplicado nesses momentos e aprovado pelo DAC. A nota da TAM afirma que o avião retornou à estação de embarque por determinação da torre de controle depois que a companhia tomou conhecimento de que Albuquerque não havia embarcado. A companhia, segundo o texto, consultou os passageiros sobre a possibilidade de alguém desistir da viagem em troca da garantia de inclusão em vôo seguinte e de compensação em dinheiro, como prevê o Termo de Compromisso.A nota do DAC diz que, após solicitação do general, entrou em contato com a torre para que adotasse os procedimentos previstos.

Agencia Estado,

07 de março de 2006 | 23h12

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