Comandante diz que Previdência de militares deve mudar

'Alguma coisa vem por aí', afirmou o general Eduardo Villas Bôas

Eliane Cantanhêde / Brasília, O Estado de S. Paulo

11 Dezembro 2016 | 06h48

As Forças Armadas estão prontas a dar sua colaboração para o ajuste fiscal e para a reforma da Previdência, inclusive com aumento do porcentual de contribuição e da idade da aposentadoria, mas sem equiparação com o regime do funcionalismo civil.

“Alguma coisa vem por aí, provavelmente aumento da idade mínima de aposentadoria e aumento da contribuição”, adiantou o general Eduardo Villas Bôas ao Estado. “Mas a equiparação de regime não é possível, porque as Forças Armadas têm peculiaridades que outras instituições não têm.”

O general disse, por exemplo, que os militares não têm hora extra, muitas vezes trabalham dias e até semanas direto. Além disso, não têm direito a sindicalização nem a greves, o que torna seu poder de pressão por mais salários ou melhores condições de trabalho bem diferente do que está à disposição do pessoal das áreas civis. Oficiais e soldados, segundo ele, são deslocados para locais inóspitos, como regiões de fronteira, mudam de endereço e cidade várias vezes ao longo da carreira e, portanto, têm condições de trabalho diferenciadas.

As Forças Armadas ficaram de fora da proposta de reforma enviada pelo Planalto ao Congresso, mas uma proposta exclusiva para elas será apresentada publicamente em 2017. 

Mais conteúdo sobre:
Forças Armadas Previdência Social

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.