Com um 'não' a Dilma sobre 2014, Palocci ganha Casa Civil

Antes de convidar o deputado Antonio Palocci Filho (PT-SP) para assumir a chefia da Casa Civil, a presidente Dilma Rousseff fez a ele uma pergunta inesperada. "Você quer ser candidato na próxima eleição?", indagou, sem rodeios. Diante da resposta negativa, Dilma sorriu, um tanto quanto incrédula.

AE, Agência Estado

02 de janeiro de 2011 | 08h19

Foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, maior defensor do retorno de Palocci ao primeiro escalão do governo, quem deu a dica para Dilma. O conselho era para que ela lançasse a pergunta a todos os ministeriáveis, incluindo os do PT.

No caso de Palocci, porém, o jogo foi combinado com Lula. Quatro anos e nove meses após deixar o comando da Fazenda, ele volta ao governo, desta vez com Dilma, para ser o mais poderoso auxiliar da primeira mulher presidente.

Abatido no rastro do escândalo da quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa - revelado pelo Estado, em março de 2006 -, Palocci foi inocentado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Desde agosto de 2009, quando saiu a sentença, sua reabilitação começou a ser planejada pelo Palácio do Planalto.

O fiador da política econômica na era Lula transformou-se em avalista da estabilidade política sob Dilma. Emissário da presidente, Palocci atuou como uma espécie de "psicanalista" da transição: sondou nomes para o ministério, foi portador das más notícias para os que deveriam passar o bastão e recebeu pilhas de problemas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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