Com tuitaço, internautas pressionam por aprovação da Ficha Limpa

Ministros do Supremo Tribunal Federal retomam julgamento para decidir se a lei é constitucional ou não; votação deve ser disputada

do estadão.com.br

15 de fevereiro de 2012 | 10h35

Os internautas apelaram para o Twitter na tentativa de sensibilizar o Supremo Tribunal Federal (STF) a votar favoravelmente pela validade da Lei da Ficha Limpa. O julgamento está previsto para ser retomado nesta quarta-feira, 15. Na noite dessa terça-feira, o termo "fichalimpaja" ficou em primeiro na lista dos assuntos mais comentados e na manhã desta quarta já ocupa novamente o ranking.

"Gente hoje tem votação da #FichaLimpaJa no STF! Vamos fazer barulho aqui no twitter!", dizem usuários da rede. Circula na internet também um abaixo-assinado pela aprovação da lei. "Vamos forçá-los [os ministros do STF] a colocar a corrupção para fora do Brasil de uma vez por todas", diz o texto. Desde segunda-feira, 13, quando foi postada a petição, 120 mil declararam apoio. A meta é chegar a 150 mil adesões até esta quarta.

Os ministros do STF precisam decidir se a lei é constitucional e pode impedir a candidatura de políticos condenados pela justiça, mesmo sem o trânsito em julgado da ação, ou de quem renunciou ao mandato para fugir de processo de cassação por quebra de decoro. Para especialistas, se considerada inconstitucional, a lei perderá a validade.

O julgamento começou no ano passado e dois dos 11 ministros votaram a favor da lei, Luiz Fux e Joaquim Barbosa. A sessão será retomada com o voto do ministro Dias Toffoli, mas pode ser novamente suspensa se outro ministro pedir vistas do processo. O voto da ministra Rosa Weber, empossada em dezembro, ainda é desconhecido.

A expectativa é de que a votação seja disputada. O foco principal da discussão é se a lei fere o princípio da presunção de inocência ao tornar o político inelegível quando ainda cabe recurso judicial.

A Lei da Ficha Limpa surgiu de um projeto de iniciativa popular, que coletou 1,3 milhão de assinaturas de eleitores no País. O texto foi aprovado pelo Congresso em 2010.

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