Com três nomes, disputa na Câmara caminha para 2º turno

A entrada do tucano Gustavo Fruet (PSDB-SP) na disputa pela presidência da Câmara animou a candidatura do presidente Aldo Rebelo (PCdoB) e acendeu um sinal de alerta na campanha do petista Arlindo Chinaglia (SP). Com os três nomes, parece cada vez mais provável a eleição em dois turnos. "Acho que eles não vão renunciar. Esse tempo já passou. Se alguém está com medo do segundo turno, vai ter de administrar esse medo. Tendo três candidaturas fortes, é inevitável a eleição em dois turnos", afirmou a jornalistas o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), aliado de Aldo. Chinaglia construiu um leque amplo de adesões, garantindo apoios expressivos do PMDB, PP, PTB, PR. Ele também havia conquistado a bancada do PSDB, mas esta deve mudar de lado para apoiar Gustavo Fruet. Segundo estimativas das três campanhas, essa reorganização das forças políticas altera o cenário da votação. "Isso vai nos levar à reflexão sobre a unificação da base aliada (em torno de um só candidato)", ponderou o deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), após participar de uma reunião do partido para avaliar o "fator Fruet". Chinaglia prefere apostar na decisão do jogo no primeiro tempo, mas teme uma aliança entre Aldo e Fruet para derrotá-lo em plenário. "Acho que está um pouco cedo para fazer uma aferição objetiva", disse o petista à Reuters. O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, tem o apoio do PFL. Ele terá de trabalhar nos próximos dias para manter essa condição e evitar um acordo da legenda com o PSDB, o que fortaleceria a candidatura de Gustavo Fruet. O candidato tucano já começou a buscar votos na cúpula pefelista, mas foi avisado pelo líder da bancada, deputado Rodrigo Maia (RJ), que um recuo não está no horizonte do partido.

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