Com Serra e Kassab, Alckmin diz que não quer constranger DEM

Na véspera, o diretório municipal do PSDB lançou a candidatura do ex-governador para prefeito de São Paulo

REUTERS

06 de maio de 2008 | 19h20

Em sua primeira aparição pública como pré-candidato à prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) compartilhou os holofotes nesta terça-feira, 6, com o governador paulista José Serra (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (DEM) na inauguração do Instituto do Câncer, obra do governo paulistano.  Veja também: 'Ainda não descarto aliança com DEM no 1º turno', diz AlckminDividido, PSDB oficializa candidatura de Alckmin em SPAlckmin disse que está em busca de alianças com todos os partidos que ainda não tenham candidato. "Não vou criar nenhum constrangimento a outros partidos, respeitamos os partidos, respeitamos a vontade dos partidos. Agora, conversa é sempre bom", afirmou o ex-governador paulista a jornalistas nesta terça-feira. Sua pré-candidatura sinaliza o rompimento da aliança com o DEM, que pretende lançar Kassab. Na véspera, o diretório municipal do PSDB lançou oficialmente a candidatura de Alckmin após meses de tentativa de entendimento com o Democratas. A reunião dos tucanos foi marcada por troca de insultos, acusações e vaias entre as duas correntes da legenda, a que defende a candidatura de Alckmin e a que prega que o partido abdique da candidatura própria e apóie Kassab. Os pró-Kassab prometem levar a tese à convenção da legenda em junho. "Unanimidade existe depois de tomada a decisão. Antes, não tem problema, as pessoas expõem propostas, defendem teses. Eu nunca vi o PSDB com tanta força, que vem de baixo, da militância", comentou Alckmin sobre a decisão do partido. Segundo turno Questionado se a reunião teve similaridades com encontros do PT, legenda conhecida por discussões internas acaloradas entre suas várias tendências, Alckmin riu e comentou apenas que "ontem foi um dia muito alegre, festivo, acalorado." Ele disse estar convicto de que Serra estará a seu lado "nesta caminhada", apesar do trabalho de bastidor do governador a favor de Kassab, que foi vice de Serra e assumiu a prefeitura quando o tucano se candidatou e venceu o governo paulista. Alckmin acredita que se Kassab for seu concorrente no primeiro turno das eleições paulistanas, há chance de união no segundo turno. "O segundo turno existe para isso, chegam lá dois candidatos e você tem um realinhamento." Serra evitou comentar a pré-candidatura na inauguração do Instituto do Câncer, obra iniciada em 1989 no governo de Orestes Quércia (PMDB) e retomada no governo Alckmin em 2003. Em um compromisso pela manhã, o governador apenas deu a entender que a decisão do partido ainda não é conclusiva.  Ele se referia à lei eleitoral que prevê que apenas as convenções partidárias chancelam as candidaturas de forma definitiva.  Kassab saiu sem dar entrevistas após a inauguração do hospital e em evento mais cedo reafirmou apenas que vai permanecer na busca pela manutenção da aliança do DEM com o PSDB.  (Reportagem de Carmen Munari)

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