Wilton Junior/Estadão - 25.11.2014
Wilton Junior/Estadão - 25.11.2014

Com recusa de Murilo Ferreira, Bendine foi a opção para Petrobrás

Convidado pelo Planalto, presidente da Vale alegou que a empresa está em momento delicado e não poderia deixar o cargo

Nivaldo Souza, O Estado de S. Paulo

06 Fevereiro 2015 | 12h34

Brasília - O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, que vai assumir o lugar de Graça Foster no comando da Petrobrás, foi a alternativa que restou ao Planalto depois de sucessivas recusas de nomes do setor privado. Segundo fontes ouvidas pela Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, a preferência do governo recaía no nome do presidente da Vale, Murilo Ferreira. Consultado, ele recusou "peremptoriamente" o convite.

A recusa de Ferreira, combinada com a urgência na substituição depois do renúncia coletiva de Graça Foster e outros cinco diretores da estatal, deixaram o governo sem opção. Restou ao Planalto escalar o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, antes cotado para suceder Luciano Coutinho no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O Planalto vai aguardar que o Conselho de Administração da Petrobrás, reunido em São Paulo neste momento, confirme a escolha para se pronunciar.

O argumento usado por Ferreira para não aceitar a "missão Petrobrás" foi o de que a Vale está passando por um momento delicado de reestruturação, com a queda no preço do minério de ferro no mercado mundial, precisando renegociar seu perfil de endividamento. No fim de janeiro, a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou a nota de crédito da mineradora de A- para BBB+.

Uma fonte próxima a Ferreira disse que o principal argumento do executivo foi de que uma mudança na Vale neste momento poderia gerar impacto na imagem da empresa, colocando a mineradora em uma posição de fragilidade.

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