Com recesso parlamentar, caso Renan fica para agosto

O presidente do Conselho de Ética, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), disse nesta sexta-feira, 6, que, se o Congresso Nacional entrar em recesso em julho, o colegiado não funcionará. "Se o Congresso não funcionar, o Conselho de Ética não funcionará", afirmou. Com o recesso, que, acontece no período de 18 a 31 de julho, as investigações envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), serão retomadas apenas em agosto. Para deputados e senadores entrarem em recesso é necessário primeiro votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).Para Quintanilha, o recesso não atrapalhará as investigações uma vez que a Polícia Federal levará ao menos 20 dias para concluir a perícia sob os documentos apresentados pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL)."Todos nós temos pressa. O Senado tem pressa, sobretudo os relatores. Mas não podemos atropelar as coisas, é preciso que aconteçam de forma correta, firme, transparente. Não há nenhum sentimento de postergação. Vamos fazer as coisas dentro dos prazos", defendeu o presidente do Conselho de Ética.O senador Renan Calheiros e o PSOL já foram comunicados para que enviem ao colegiado, até terça-feira,10, novos questionamentos sobre a investigação. Nesta sexta, o presidente do Conselho de Ética esteve com o ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia.Segundo Quintanilha, a reunião foi marcada para tratar de assuntos relativos a seu Estado e, na conversa, o ministro comentou das dificuldades que o Senado enfrenta. "Ele falou que está acompanhando momento de tensão e dificuldade que Senado está vivendo." 45 dias Na última quinta, um dos relatores do processo contra Renan Calheiros no Conselho de Ética, senador Renato Casagrande (PSB-ES), disse que o processo de investigação não deve ser encerrado antes de 45 dias. Os três relatores pretendem fazer um levantamento da evolução patrimonial de Calheiros entre 2002 e 2006.Estes dados, segundo Casagrande, serão utilizados na comparação de execuções de obras feitas pela empresa Mendes Júnior com recursos orçamentários, a partir de dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi). (Com Agência Brasil)

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