Com recesso, CPI só vai ouvir Dantas e outros em agosto

Além do banqueiro, prestarão depoimento o juiz de Sanctis e delegado Queiroz, que se afastou do caso

Ana Paula Scinocca, de O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2008 | 14h34

A CPI das Escutas Telefônicas definiu as datas dos depoimentos dos envolvidos na Operação Satiagraha, da Polícia Federal. Por causa do recesso parlamentar, os depoimentos serão somente em agosto. Para o dia 6, foi marcado o depoimento do delegado Protógenes Queiroz, que comandou o inquérito. Para o dia 7, o do juiz Fausto Martin De Sanctis, responsável pelos pedidos de prisão preventiva de  Daniel Dantas, sócio-fundador do banco Opportunitty. Dantas prestará depoimento no dia 13. Ele é acusado dos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, gestão fraudulenta e evasão de divisas, além de pagamento de suborno a policiais.   Veja também: Presidente do STF justifica libertação de Dantas  Opine sobre nova decisão que dá liberdade a Dantas  Entenda como funcionava o esquema criminoso  Veja as principais operações da PF desde 2003  As prisões de Daniel Dantas   Os trabalhos da CPI terminariam no dia 7 de agosto, mas o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, já tinha autorizado a prorrogação por mais 30 dias. Integrantes da comissão vão tentar agora prorrogar os trabalhos por mais 90 dias.   A convocação de Daniel Dantas é para que o dono do banco Opportunity esclareça seu envolvimento na operação da PF que o acusa dos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, gestão fraudulenta e evasão de divisas, além de pagamento de suborno a policiais.     Dantas também é suspeito de encomendar o monitoramento de telefonemas de ex-integrantes do governo, como o ex-ministro Luiz Gushiken, por meio da empresa Kroll. Preso duas vezes na semana passada, ele foi libertado por decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.     A base do governo impediu que fossem aprovados requerimentos de convocação do investidor Naji Nahas e do ex-deputado do PT Luiz Eduardo Greenhalgh. A oposição não desistiu da convocação dos três.     Segundo o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), os três depoimentos agendados são "um primeiro passo para começar a aprofundar essa linha de investigação, que tem indícios de tráfico de influência, abuso de autoridade e até corrupção".

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