ALEX SILVA/ESTADAO
ALEX SILVA/ESTADAO

Com PSDB dividido sobre impeachment, Alckmin e Aécio tentam unificar discurso

Governador e senador subiram juntos em palanque de evento, trocaram elogios, mas não endossaram iniciativa da frente parlamentar oposicionista de deflagrar movimento pelo impedimento de Dilma; Aécio é favorável à medida, mas Alckmin é contra

Pedro Venceslau e Letícia Sorg, O Estado de S. Paulo

11 de setembro de 2015 | 09h09

Enquanto a bancada do PSDB na Câmara dos Deputados assume a linha de frente do movimento suprapartidário pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, o senador Aécio Neves e o governador Geraldo Alckmin se esforçam para demonstrar que as divisões internas sobre o tema estão superadas.

Em um encontro na tarde de ontem no Palácio dos Bandeirantes, a dupla discutiu um discurso único antes de seguir no mesmo carro para um evento com militantes em um clube da capital.  Cotados para disputar a Presidência em 2018, o governador e o senador subiram juntos no palanque e trocaram elogios, mas não endossaram em nenhum momento a iniciativa da frente parlamentar oposicionista de deflagrar o movimento pelo impedimento de Dilma. Aécio é favorável à medida, mas Alckmin é contra.

“Aqueles que acreditam na divisão do PSDB vão errar e vão perder, porque nós vamos estar juntos pela responsabilidade que nós temos pelo Brasil”, disse Aécio em seu discurso. Ele também disse que pretende percorrer o Brasil com o governador durante as eleições municipais de 2016.

“Aqui em São Paulo está, mais do que em qualquer outro Estado, a alma e o coração do PSDB, porque vocês têm hoje Geraldo Alckmin, a mais importante e respeitada liderança política”,  concluiu Aécio, que é presidente nacional do PSDB.

Conhecido pelo estilo moderado e conciliador, o governador retribuiu criticando duramente o PT, o que é uma marca registrada das falas de Aécio. "Eu disse que o PT havia chegado ao fundo do poço, mas parece que para eles o poço é móvel, sempre pode piorar", afirmou o governador em entrevista antes do evento.

Questionado sobre o impacto do rebaixamento da nota do Brasil pela agência internacional Standard & Poor's sobre o ímpeto do movimento pelo impeachment, Alckmin foi categórico: "Não tem a ver nota de empresa de  avaliação de risco com impeachment, não há uma relação entre uma coisa  e outra. A questão do impeachment terá que ser analisada à luz da  Constituição brasileira". Os tucanos se encontraram em evento do PSDB de recepção aos novos filiados à sigla.

Tudo o que sabemos sobre:
PSDBAécioAlckminimpeachmentdiscurso

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.