Mateus Weber/DCE Mackenzie
Mateus Weber/DCE Mackenzie

Com protesto de estudantes, Bolsonaro cancela ida ao Mackenzie

Presidente, que está em São Paulo, visitaria centro de pesquisas da universidade

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2019 | 12h19
Atualizado 28 de março de 2019 | 11h01

Estudantes da Universidade Presbiteriana Mackenzie realizaram um protesto na manhã desta quarta, 27, contra uma visita do presidente Jair Bolsonaro. Apoiadores do presidente, por sua vez, foram a outra entrada da universidade realizar uma manifestação favorável a ele. O Palácio do Planalto alegou questões de segurança para transferir o evento de local. A medida teve como objetivo evitar possíveis confrontos com os manifestantes que estavam na universidade.

O presidente viajou para São Paulo, onde passa por exames médicos, e havia expectativa de que ele pudesse comparecer ao lançamento da Mackgraphe, centro de pesquisas sobre grafeno ligado à universidade.

O estudante Mateus Weber, de 24 anos, membro da diretoria do Diretório Central de Estudantes (DCE), conta que soube pelas redes sociais do próprio presidente que ele iria à universidade. Após a informação, os alunos se mobilizaram para apresentar pautas estudantis ao governo. Mais investimentos em educação, repúdio à diminuição de vagas do ProUni e do Fies e às falas do ministro Vélez Rodríguez de que universidades seriam um espaço da elite intelectual são algumas das críticas. O protesto teve apoio da União Nacional dos Estudantes e da União Estadual dos Estudantes de São Paulo. 

Segundo Weber, por não haver confirmação do horário em que o presidente estaria no local, houve organização de protestos de manhã, tarde e noite. Weber afirma que vídeos circularam com testes de segurança, bloqueio de entradas da universidade e colocação de tapumes. "Então, tivemos a surpresa de que ele não viria, de que tinha cancelado. Para a gente, fica claro que ele tem medo de enfrentar debates com a opinião pública. Durante a eleição, ele não ia para debate e, agora, como presidente em agenda pública, não participa", opina Weber. 

O ato dos estudantes também aborda críticas à ditadura militar. Nesta semana, o Estado revelou que Bolsonaro tem incentivado comemorações pelos 55 anos da data que marca o início da ditadura no País - 31 de março de 1964. Em vídeos publicados nas redes sociais, alunos chamaram Bolsonaro de "fascista" e gritam "ditadura nunca mais".

Após a mudança na agenda do presidente, professores do Mackenzie apresentaram o projeto sobre grafeno na sede do Comando Militar do Sudeste, no bairro Paraíso. Uma comitiva com duas vans e um ônibus da universidade chegou ao local por volta de 14h. 

Ainda na capital paulista, Bolsonaro passa por exames médicos no Hospital Albert Einstein, após o evento no Comando Militar, segue para um evento beneficente com a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, em prol dos projetos sociais da Unibes (União Brasileiro-Israelita do Bem Estar Social). 

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