Hélvio Romero/AE
Hélvio Romero/AE

Com máscaras de Lula e Maluf, juventude do PSOL critica Haddad

Candidato petista não deu atenção à manifestação e dirigiu críticas a Serra e Kassab

Guilherme Waltenberg - Agência Estado,

28 Junho 2012 | 15h50

São Paulo, 28 - O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, enfrentou protestos da juventude do PSOL em evento realizado na manhã de hoje (28), na Capital.

Com máscaras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do deputado federal Paulo Maluf (PP), os manifestantes gesticulavam e gritavam "PT com Maluf, Maluf com PT" sempre que o pré-candidato petista ia responder às perguntas de jornalistas. O candidato petista participou hoje de debate promovido pela Rede Nossa São Paulo, com avaliação do Plano de Metas da atual gestão municipal, de Gilberto Kassab (PSD). Segundo a instituição, Kassab cumpriu apenas 36% das suas propostas.

Sem dar muita atenção à manifestação, Haddad dirigiu suas críticas ao atual prefeito da cidade e ao adversário tucano neste pleito, José Serra. Questionado sobre qual nota daria a Kassab, Haddad foi assertivo: "3,6. Se ele cumpriu 36% das metas, que ele diz ter cumprido, é o máximo que ele merece."

O petista questionou, contudo, a validade de uma avaliação do prefeito apenas pela porcentagem de metas atingidas. "Algumas metas não tem o mesmo peso (que outras). Transporte e saúde, por exemplo, envolvem a todos na cidade", afirmou. Desde o início de sua pré-campanha, Haddad afirma que sua plataforma de governo engloba quatro pontos principais: moradia, educação, saúde e transporte, sendo que os últimos dois são considerados por ele "problemas crônicos" da Capital.

Devido à onda recente de violência urbana em São Paulo, Haddad dirigiu críticas ao setor e a "omissão" da Prefeitura. "É recorrente essa onda de violência. A Prefeitura não pode se omitir.

Nos últimos oito anos ela se omitiu", comentou, em referência à administração de Kassab e do seu antecessor, o atual adversário José Serra (PSDB).

'Não bate em mim'. A pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, contou após o evento que debateu o plano de metas de São Paulo, que Haddad teria lhe feito um pedido logo após tecer críticas sobre o não cumprimento da totalidade das metas por parte da Prefeitura.

"Não bate muito em mim", teria pedido Haddad a Soninha, após a candidata publicar em seu Twitter comparação entre o descumprimento das metas por parte da Prefeitura e o descumprimento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) pelo governo federal. "É mais forte do que eu, Haddad", foi a resposta que Soninha afirmou ter dado ao petista.

Soninha também teceu críticas ao PT, partido ao qual foi filiada até 2007. "Agora (para o PT), tudo é obra do PAC. Foi o PAC que fez", criticou traçando paralelo com o chavão eleitoral de Paulo Maluf, que em jingle da campanha passava por obras suas e repetia "Foi Maluf quem fez".

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.