Com Marina no PV, Dilma adota discurso ambiental

Criticada pelos ambientalistas, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, trocou ontem a leitura de números em arquivo de PowerPoint pela defesa exaltada dos rios e das baías. Três dias depois da filiação ao PV da ex-ministra do Meio Ambiente e senadora Marina Silva, possível concorrente nas eleições presidenciais, Dilma anunciou obras de saneamento em sete Estados, no valor total de R$ 4,5 bilhões, e demonstrou preocupação com recursos hídricos.

Leonencio Nossa e Tânia Monteiro, O Estadao de S.Paulo

03 de setembro de 2009 | 00h00

"É impossível termos vida se não tivermos o respeito à água", disse ela, em discurso no Itamaraty. "Respeitar a água é respeitar os mananciais, respeitar os mananciais é respeitar o meio ambiente, então, esse programa de saneamento é em primeiro lugar o respeito às águas deste país."

Dilma, que entrou em divergências com a ex-ministra do Meio Ambiente por causa de licenças ambientais na Amazônia, deu pouca ênfase ontem a detalhes de orçamento e execução das obras de saneamento. Chegou a discorrer sobre a forma de ocupação humana ao longo dos rios. "No centro da vida nas cidades, nos Estados e no Brasil estão nossos rios. Respeitar esses rios e essas bacias é algo fundamental", frisou.

A ministra destacou que o governo está fazendo obras para melhorar as águas da Baía de Guanabara, do Pantanal e da Baía de Todos os Santos. "Nosso país tinha um nível de tratamento da questão da água e do esgoto primitivo, do século 19", afirmou. "Temos não só nas regiões mais pobres, mas também nas mais ricas, uma carência de esgoto tratado."

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