Com inflação, Lula lamenta que fim da CPMF não alterou preços

Com a alta da inflação, o presidenteLula voltou a reclamar da ausência da CPMF para investimentosna área de saúde e disse que não houve redução dos preços dosprodutos, apesar do fim da contribuição. "Nós agora vamos ter de encontrar outro dinheiro para fazero PAC da saúde, que é uma revolução da saúde", disse Luladurante cerimônia na Faculdade de Medicina da Universidade deSão Paulo. O presidente criticou os senadores que, em dezembro do anopassado, encerraram a arrecadação da CPMF com o argumento deque haveria redução da carga tributária. Segundo o presidente,isso não aconteceu. "Até agora, não vi um único produto que reduziu 0,38 porcento no custo", completou o presidente, que se diz otimista emrelação à obtenção dos recursos necessários para realizar oPrograma de Aceleração do Crescimento do setor de saúde. As declarações foram dadas durante uma cerimônia quehomenageou as personalidades que mais se destacaram no setor desaúde. O cardiologista Roberto Kalil Filho e o empresárioAntônio Ermírio de Moraes ganharam a medalha do mérito OswaldoCruz. Kalil é médico particular do presidente Lula e dogovernador de São Paulo, José Serra. Já Antônio Ermirio épresidente do Hospital Beneficência Portuguesa, para o qualajuda a arrecadar fundos. Para Serra, tratava-se de uma cerimônia "heterodoxa", jáque Kalil não é um médico em final de carreira e AntônioErmírio não é um empresário do setor de saúde.(Reportagem de Carmem Munari)

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