Ed Ferreira/Estadão
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Com entrada de PP, Cunha anuncia "maior bloco" e prevê apoio de mais de 200 deputados

Cunha tem o apoio do PMDB, PTB, PP, PSC, Solidariedade, Democratas, PRB, PHS e PEN - os dois últimos, considerados nanicos, ainda não haviam sido anunciados como integrantes do bloco.

Beatriz Bulla , O Estado de S. Paulo

31 de janeiro de 2015 | 21h17

Brasília, 31/01/2015 - Após a adesão do Partido Progressista (PP) ao megabloco que dá apoio a Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na disputa pela presidência da Câmara, o deputado peemedebista anunciou que já conta com “mais de 200” congressistas aliados ao grupo. A espera pelo PP foi fundamental para que Cunha pudesse anunciar a formação do “maior bloco” existente para esta eleição. Nos bastidores da campanha, a conta chega a 222 parlamentares - dos 513 da Casa - pertencentes a partidos que se juntaram à Cunha. “Com esse apoio do PP tenho certeza absoluta que eleição no 1º turno ficou confirmada agora”, disse. 


Além da indicação de uma vitória no primeiro turno, o peemedebista comemora o fato de o grupo poder fazer as primeiras escolhas para a mesa diretora da Câmara e para as comissões que irão trabalhar durante toda a legislatura. O maior bloco tem direito, de acordo com Cunha, a fazer a escolha antes dos demais. Desta forma, o PMDB exclui PT e PSDB de fazerem as primeiras indicações às comissões.



Cunha tem o apoio do PMDB, PTB, PP, PSC, Solidariedade, Democratas, PRB, PHS e PEN - os dois últimos, considerados nanicos, ainda não haviam sido anunciados como integrantes do bloco.


“O número já passa de 200. À medida que já existe um bloco com 106, dificilmente algum outro vá conseguir atingir.Não tem mais, matematicamente, como passar esse bloco”, disse Cunha, na liderança do PP na Câmara. O bloco de 106 deputados é o que apoia Júlio Delgado (PSB-MG), formado por PSB, PSDB, PV e PPS.


O candidato governista, Arlindo Chinaglia (PT-SP) conta com o apoio do PT, do Pros, do PCdoB, do PSD e do PR. O PR cedeu à pressão do Planalto e anunciou na noite deste sábado o apoio a Chinaglia, mas a previsão de Cunha, segundo interlocutores, é de que a maioria do partido vote no bloco do PMDB.


Risco PRB. Pressionado pelo governo, o PRB ameaça reverter o apoio a Cunha e migrar para o bloco de Chinaglia. A mudança colocaria em risco o maior bloco anunciado pelo peemedebista. Cunha classificou nesta noite as notícias de que o partido estaria repensando o apoio como “intrigas”. “O PRB está anunciado, estamos cansados de ver essas intrigas sendo colocadas, colocando pessoas de bem à prova todo dia de fofoca”, afirmou.


Ele considera certo que parte do megabloco irá se desfazer após a eleição da mesa. “Uma parte continuará junto e na outra parte cada um irá para o seu campo de atuação”, afirmou.


Os blocos devem ser formalizados até as 13h deste domingo. Até lá, Cunha - que teve neste sábado três cafés da manhã, três almoços e ainda terá previsão de um jantar - continua na articulação em busca de apoio de partidos nanicos e congressistas que divergem da decisão tomada por seus partidos. 

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