Com eleições, 23 suplentes assumem cargo no Senado

Substituição preocupa presidente da Casa, que acredita em 'colaboração menor do que a de titular'

Agência Brasil

01 de julho de 2008 | 13h15

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), demonstrou nesta terça-feira, 1, preocupação com o fato do número de suplentes, que assumirá o cargo na Casa, aumentar com a proximidade das eleições municipais. Isso porque três senadores - Kátia Abreu (DEM-TO), Fernando Collor (PTB-AL) e Raimundo Colombo (DEM-SC) - apesar de não serem candidatos, já informaram que vão se licenciar por 120 dias para trabalhar nas eleições em seus Estados.   Com a licença desses senadores, 23 dos 81 parlamentares serão suplentes: 28% do total da Casa. "É claro que o suplente, isso é obvio, vai dar uma colaboração muito menor do que se o titular tivesse no seu lugar", disse Garibaldi, chamando a atenção para o projeto que disciplina a suplência nos mandatos de senador, em tramitação na Casa.   A proposta aguarda votação em plenário e reduz a um o número de suplentes de senador. Atualmente, cada parlamentar tem direito a ter dois suplentes. "Já há uma solução em vista, de um projeto em tramitação, que resolve tudo isso. O problema é que nós precisamos acelerar as coisas", pediu. Garibaldi também reclamou que não está tendo êxito na votação de vetos presidenciais, uma das prioridades eleita por ele quando assumiu a presidência da Casa. Ele prometeu que na quinta-feira, haverá uma sessão plenária para analisar mais uma série de vetos que aguardam votação. "É uma pauta que está indo devagar. Pretendo votar o máximo possível porque é o compromisso assumido", disse.   Nesta tarde, haverá reunião de líderes para definir a pauta de votações até o início do recesso parlamentar, em 17 de julho. Entre as prioridades, segundo Garibaldi, estão o projeto que reduz a maioridade penal, projetos que acabam com o voto parlamentar secreto, além de projetos que concedem empréstimos para os estados. Os projetos de concessão de empréstimo precisam ser votados até sexta-feira, por conta da legislação eleitoral Garibaldi disse que só um "bom entendimento e boa coordenação" farão com que as eleições municipais não esvaziem a Casa. "As eleições são até outubro. Isso não significa que é todo o semestre."

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