Com dúvidas e críticas da defesa, STF retoma julgamento do mensalão

Se a Corte mantiver rito da semana passada, ministros lerão voto de quatro réus; opiniões contrárias ao modelo ‘fatiado’ podem fazer Supremo rever metodologia

o Estado de S.Paulo

20 de agosto de 2012 | 08h33

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) retomam nesta segunda-feira, 20, o julgamento do mensalão. Se a Corte seguir o rito adotado na última quinta-feira, 16, os ministros lerão os votos de quatro réus, entre eles o deputado federal e candidato a prefeito de Osasco João Paulo Cunha (PT-SP). A sessão está prevista para começar às 14h e será transmitida ao vivo pela TV Estadão.

 

Ainda é dúvida se a Corte vai seguir a metodologia sugerida pelo relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, de julgar o mensalão por partes. Ou seja, em vez de ler seu voto sobre todo o processo, ele o fará por personagens e crimes. Ao final de cada parte, os ministros proferem seus respectivos votos. Na semana passada, Joaquim Barbosa leu os votos do deputado federal João Paulo Cunha, o empresário Marcos Valério e seus sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz.

 

A proposta de Joaquim Barbosa enfrentou resistências de membros da própria Corte e de advogados dos réus do processo. Nesta segunda, cerca de 20 defensores vão levar petição a ministros para que Corte reconsidere a decisão e classificam metodologia de "aberração". A estratégia é que um dos magistrados se manifeste na sessão desta segunda sobre o pedido dos advogados.

 

Sessões. Após o fim das defesas dos réus, na semana passada, o julgamento do mensalão entrou na segunda etapa, quando começa a leitura dos votos dos ministros. Nessa fase, as sessões serão às segundas, quartas e quintas.

 

Além de assistir pela página da TV Estadão, o internauta pode conferir informações também pelo perfil do Twitter (@EstadaoPolitica) e do Facebook (facebook.com/politicaestadao). O portal conta com o apoio de especialistas da escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Direito GV, que durante as sessões vão explicar a linguagem e argumentação jurídica usada pelos ministros e advogados durante as sessões.

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