Com dinheiro na conta e temendo desgaste, parlamentares votam MPs

Com medo do desgaste público de embolsar, em um único mês, R$ 24 mil brutos com uma produção insignificante, deputados e senadores da base governista e da oposição se uniram para aprovar hoje, em sete horas e meia de sessão do Congresso, 23 das 75 medidas provisórias que entraram na pauta da convocação extraordinária. O governo teve de manter no plenário da Câmara um plantão permanente de líderes e vice-líderes executando manobras regimentais. Esvaziaram, com isso, uma nova ameaça do líder do PFL, Inocêncio Oliveira (PE) - candidato à presidência da Câmara -, que voltou a defender a votação da proposta que regulamenta a edição de medidas provisórias. Pela manhã, a liderança do governo comandou uma reunião de líderes para tentar acordo de votação em 22 MPs. O argumento que garantiu uma estratégia de consenso foi unânime: o fracasso das votações na convocação extraordinária seria politicamente desastroso para todos os parlamentares. Deputados e senadores tiveram depositada hoje em suas contas correntes a primeira parcela da convocação, equivalente a R$ 8 mil brutos. Os senadores receberam ainda mais R$ 3 mil referentes à parcela variável do salário bruto de R$ 8 mil, cuja segunda parcela receberão depois do dia 20. Junto à segunda parcela da ajuda de custo, de R$ 8 mil, os parlamentares receberão também o salário do mês, no mesmo valor.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.