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Com Dilma e Lula, Haddad diz que lutará pelos pobres

Na reta final da campanha eleitoral que definirá os dois candidatos que disputarão o segundo turno pela Prefeitura de São Paulo, o candidato do PT, Fernando Haddad, usou a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para mostrar que é capaz de fazer pela cidade o que Lula e Dilma fizeram no País. "O que fizemos pelos mais pobres no Brasil, podemos fazer pelos mais pobres em São Paulo", disse Haddad, que foi ministro da Educação nos governos Lula e Dilma.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

26 de setembro de 2012 | 21h58

Haddad destacou os 28 milhões de pessoas que deixaram a pobreza extrema e os 40 milhões que ascenderam à classe média a partir do governo Lula. "O que uma pessoa precisa para viver com dignidade é o que a gente quer que todo morador de São Paulo tenha: casa, escola, saúde, transporte e trabalho", disse Lula. "Porque nós temos compromisso com os mais pobres e sabemos o que é preciso fazer. Vamos trabalhar juntos para melhorar a vida de nossa gente", emendou Dilma.

Ao lembrar a tentativa da atual gestão de Gilberto Kassab (PSD) de proibir a distribuição de sopa aos moradores de rua e apresentar voluntários do grupo "Anjos da Noite" criticando a atual administração, o petista disse que a Prefeitura "faz pouco ou quase nada" pelos mais pobres. A propaganda petista ainda enalteceu os feitos das administrações de Luiza Erundina (1989-1993) e de Marta Suplicy (2001-2004), e disse que ambas fizeram "muito" pela cidade com poucos recursos e que, nas administrações delas, discussões sobre a proibição do conhecido sopão não aconteceriam. "Seja qual for o motivo, os grandes prejudicados são os mais pobres e a classe média", afirmou o candidato, atacando a falta de parceria entre a prefeitura e o governo federal.

O candidato do PMDB, Gabriel Chalita, apostou no discurso direto com o eleitor e disse que, a poucos dias da eleição, a escolha com base no caráter do candidato é fundamental. Chalita também criticou o "abandono" da cidade pelo atual prefeito. "O projeto de Kassab era de formar um partido e não de cuidar da cidade", concluiu. O peemedebista também disparou contra o líder das pesquisas de intenção de voto, Celso Russomanno (PRB). "Não tenho nada contra o Russomanno, sou contra o que está por trás da candidatura dele", disse. O candidato ressaltou o "risco" que a cidade corre em eleger Russomanno, candidato que pertence a um partido sem estrutura. "Será que a Prefeitura vai servir mais uma vez para a construção de um partido?", observou.

José Serra, do PSDB, abriu seu programa exibindo o spot onde afirma que, ao votar em Haddad, o eleitor promove a "volta" de réus do mensalão e do deputado federal Paulo Maluf (PP). Durante o programa, o candidato fez um resumo de suas promessas de campanha que foram cumpridas em suas gestões e disse que São Paulo ainda tem "muito a melhorar". "E é isso que eu vou fazer", garantiu. No final, o narrador atribuiu ao "desespero" o fato de Haddad ter subido o tom em relação ao candidato tucano. Citando a pesquisa Datafolha da última semana, a campanha de Serra lembrou que naquele levantamento, o tucano seguia em segundo lugar nas intenções de voto, com mais chances de chegar ao segundo turno.

Russomanno repetiu na noite desta quarta-feira a propaganda exibida à tarde, onde se apresentou como "homem que lutou a vida inteira para ajudar as pessoas", que foi "perseguido, processado" e até "agredido" por defender os interesses da população. Miguel Manso (PPL) criticou os adversários que prometem ilusões aos eleitores. Já Anaí Caproni (PCO) repetiu o bordão "quem bate cartão não vota em patrão".

Paulo Pereira da Silva (PDT), José Maria Eymael (PSDC), Soninha Francine (PPS), Levy Fidelix (PRTB), Carlos Giannazi (PSOL) e Ana Luiza Figueiredo (PSTU) repetiram programas exibidos anteriormente.

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