Com derrota, Renan prova a Lula que é aliado 'necessário'

Após derrubada de MP que criava secretaria de Longo Prazo, senador chega sorridente ao plenário

Reuters

27 de setembro de 2007 | 19h06

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), nega ser o "motim" da derrota da medida provisória que criava a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, na última quarta, mas conseguiu provar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que é um aliado necessário.   Veja Também:    Especial: veja como foi a sessão que livrou Renan da cassação Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  Fórum: dê a sua opinião sobre a decisão do Senado       Principal beneficiado da rebelião, ele chegou ao plenário do Senado nesta tarde esbanjando sorrisos e gracejos aos jornalistas.   Na noite passada, 13 senadores peemedebistas ajudaram a derrotar a MP, que criava mais de 600 novos cargos para diversos órgãos do Executivo. A reação foi motivada, sobretudo, por insatisfações na bancada em relação às críticas de setores do PT à permanência de Renan à frente da presidência do Congresso e por demandas não atendidas por cargos no segundo e terceiro escalões.   Segundo avaliações internas do partido, o PMDB deu uma demonstração de força, mas não deixará de votar com o Palácio a favor da CPMF.  "Essa é uma questão fundamental que não tem volta", disse Jucá.   Uma rebelião contra a CPMF implodiria a espinha dorsal da base de sustentação do governo, o que implicaria na devolução de cargos e ministérios ocupados pelo PMDB.   "É preciso um pouco mais de cuidado do governo com o Senado. Eu noto um pouco de carência aqui", acrescentou Jucá.   Derrota 'prevista'   A derrota não foi surpresa para o governo. Horas antes da votação, o ministro Walfrido já sabia que a rebelião do PMDB era irreversível.   Nem mesmo o líder Romero Jucá, reconhecido por sua habilidade nas articulações de plenário, evitou que a MP fosse à votação. Ninguém moveu um dedo para evitar o placar da véspera.   "Se há uma sessão combinada foi a de ontem", disse o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) a Jucá, enquanto este conversava com alguns jornalistas no cafezinho do Senado.   O líder do governo reagiu com um sorriso, negando a informação do colega.

Tudo o que sabemos sobre:
Caso RenanCPMFrebelião CPMF

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.