Com cassações do TSE, PMDB amplia poder nos Estados

Partido pode levar mais três Estados; com isso, segundo analista, sigla cobrará mais caro por apoio em 2010

Andréia Sadi, do estadao.com.br,

03 de março de 2009 | 09h06

O PMDB deve ampliar ainda mais o seu espaço na política brasileira, caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decida pela cassação do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT) nesta terça-feira, 3. Acusado de compra de votos e abuso de poder, o governador e seu vice, Luiz Carlos Porto, se condenados, abrem espaço para a segunda colocada na eleição de 2006, Roseana Sarney (PMDB), filha do presidente do Senado, José Sarney.   Veja Também:  Lago pode ser 2º governador cassado em duas semanas   Opine: TSE deve investigar passado dos substitutos?  Saiba quem são os governadores na mira do TSE   "Isso fortalece o PMDB, tornando o partido muito mais atrativo para qualquer tipo de candidatura para 2010. Ele vai cobrar muito mais caro por seu apoio do que vendeu no passado. Tendo cacife, inclusive, para reivindicar uma vice-presidência da República, já que não tem condição de lançar candidato próprio (em 2010)", afirma o cientista político da FGV, Marco Antonio Teixeira.   Ao todo, o PMDB ganhou nas urnas da última eleição o comando de sete Estados: Amazonas (Eduardo Braga) , Espírito Santo (Paulo Hartung), Rio (Sérgio Cabral), Mato Grosso do Sul (André Puccinelli), Paraná (Roberto Requião), Santa Catarina (Luiz Henrique) e Tocantins (Marcelo Miranda). Com a cassação do governador Cassio Cunha Lima, o ex-senador José Maranhão levou a Paraíba, elevando para oito o número de Estados em que o partido está no poder. Se ganhar o Estados do Maranhão, com Roseana, e Roraima, com o líder do governo no Senado, Romero Jucá, sobe para dez.   No entanto, o partido pode perder dois comandos, caso Marcelo Miranda e Luiz Henrique, alvos do TSE, sejam cassados. Mesmo assim, sairia no lucro, com um governo a mais. O partido lidera os governos, seguido pelo PT (5) e PSDB (5), PSB (3), PDT (2), DEM (1), PP (1) e PR (1). O julgamento de Lago já foi adiado duas vezes e deve ser retomado nesta terça-feira, 3, pelos ministros do TSE.   Antes do carnaval, o Tribunal julgou o primeiro caso dos sete governadores alvos de processos de cassação. Após rejeitar sete recursos, os ministros do TSE confirmaram a cassação de Cássio Cunha Lima, governador da Paraíba, e seu vice, José Lacerda Neto (DEM). O governo foi assumido pelo ex-senador José Maranhão(PMDB).   Lima e Neto foram acusados pela coligação de Maranhão de abuso de poder, conduta vedada a agente público e compra de votos.   Além destes, O PMDB pode ainda levar o governo de Roraima. Com a morte do governador Ottomar Pinto, no ano passado, o entendimento é de que o vice, José de Anchieta Júnior, também do PSDB, terá dificuldades para continuar se mantendo no cargo.   Com isso, pode assumir Romero Jucá (PMDB), atual líder do governo no Senado, que perdeu a eleição no Estado, mas recorreu à Justiça alegando abuso de poder econômico por parte de Ottomar Pinto. O PMDB tem seis prefeituras, seis ministérios, comanda as presidências da Câmara e do Senado e vem sendo chamada de "a grande noiva" de 2010- partido pelo qual os presidenciáveis Dilma Rousseff e José Serra terão que conquistar para levar a eleição.

Tudo o que sabemos sobre:
PMDBTSEcassaçõesgovernadores

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.