Com 'cartilha', PSDB assegura discurso de oposição

A escolha do dia de hoje para lançar as diretrizes de um futuro programa de governo por parte do PSDB tem como um dos objetivos assegurar o discurso de oposição ao atual governo Dilma. Com a candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), à Presidência da República, surgiu no retrovisor dos tucanos a possibilidade de perderem um discurso que atende aos descontentes com a gestão do PT.

ERICH DECAT, Agência Estado

17 Dezembro 2013 | 15h21

Os próprios slogans utilizados pelo presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), e por Campos competem atualmente pelo imaginário dos eleitores. O tucano vem repetindo nas propagandas do partido que quer uma "conversa com os brasileiros". Já o socialista posta nas redes sociais frases como "vamos conversar".

Após encontro da Executiva do PSDB realizado em Brasília nesta terça-feira, 17, o secretário-geral da legenda, deputado Mendes Thame (SP), revelou um dos motivos para se antecipar aos adversários e lançar as diretrizes antes mesmo do início de 2014, ano em que haverá a disputa eleitoral. "Essas propostas têm uma linha comum de mostrar que o partido que é oposição ao que está aí somos nós. Nós somos verdadeiramente oposição. Cem por cento oposição", afirmou Thame.

Nesta tarde, o PSDB divulgará o documento, uma espécie de cartilha, com 12 diretrizes que vão abranger temas como economia, saúde, educação, agronegócio, segurança pública, entre outros.

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