AdrianoMachado/REUTERS
AdrianoMachado/REUTERS

Com camisa neutra, Bolsonaro assiste a Flamengo e Athletico Paranaense

Presidente está acompanhado dos ministros Sérgio Moro e Tarcísio de Freitas

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2020 | 12h09

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro foi ao Estádio Mané Garrincha, em Brasília, para assistir ao jogo da Supercopa do Brasil, entre Flamengo e Athletico Paranaense na manhã deste domingo, 16.

O presidente escolheu dois assistentes populares para ficar ao lado, na tribuna de honra: os ministros da Justiça Segurança Pública, Sérgio Moro, e da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. Na execução do Hino Nacional, a imagem deles sobrespota a uma bandeira do Brasil foi exibida no telão do estádio.

A partida reúne os campeões atuais do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil no Mané Garrincha, estádio recentemente privatizado. A Supercopa é realizada após quase 30 anos da última edição, em 1991.

Bolsonaro preferiu não manifestar torcida para nenhum dos lados. Ele já foi a partidas anteriores com a camisa do Flamengo. Por outro lado, recebeu sinalização de apoio do clube paranaense durante as eleições. De camisa social azul, palpitou em um resultado de 2 a 0 "para um rubro-negro".

Agenda

O presidente cumpre neste final de semana uma intensa agenda de compromissos públicos. No último sábado, participou no Rio de Janeiro da inauguração de um trecho da Ponte Rio Niterói e de um mega evento evangélico na Enseada de Botafogo.

Bolsonaro também subiu ontem o tom nos ataques contra o governador da Bahia, Rui Costa (PT), no episódio que envolve a morte de Adriano da Nóbrega pela polícia militar baiana. Na nota, o presidente diz que Rui Costa "não só mantém fortíssimos laços de amizade com bandidos condenados em segunda instância, como também lhes presta homenagens". Bolsonaro se refere à visita que o governador baiano fez, em junho de 2019, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando o petista estava preso em Curitiba.

Mais cedo, nas redes sociais, Rui Costa criticou os laços de amizade entre o líder miliciano e o presidente, que havia dito antes que "quem matou Adriano foi a polícia do PT".

Colaborou Marlla Sabino

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