Rovena Rosa/Agencia Brasil
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Com Bolsonaro no Japão, Doria visita Mourão no Planalto

'Eles vêm debater medidas econômicas que têm de ser feitas', informou o presidente em exercício

Mateus Vargas, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2019 | 10h42
Atualizado 23 de outubro de 2019 | 11h02

BRASÍLIA - Em meio à viagem de Jair Bolsonaro (PSL) ao Japão, o presidente em exercício, Hamilton Mourão (PRTB), recebe nesta terça-feira, 22, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Doria e Bolsonaro têm trocado ataques nos últimos meses.

O Estado/Broadcast mostrou que o descompasso cria impasses em obras e projetos do governo de São Paulo que exigem aval do governo federal para saírem do papel. 

Segundo Mourão, o governador de São Paulo será acompanhado do secretário da Fazenda, Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda na gestão do presidente Michel Temer. "Eles vêm debater medidas econômicas que têm de ser feitas", disse o presidente em exercício. Mourão afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) deu aval para a reunião com Doria. "É um governador de Estado. A gente não pode se recusar a receber. O presidente Bolsonaro determinou que eu o recebesse. Vou escutar o que ele tem para falar", disse. 

A briga de Doria e Bolsonaro mira as eleições de 2022. Ambos têm pretensões de disputar a Presidência. Em 2018, Doria usou o slogan "Bolsodoria" no 2º turno das eleições. Veja como a cronologia da "Bolsodoria" acabou.

No final de agosto, Bolsonaro disse que Doria estava "mamando" no governo do PT. "Vejo Doria falando ‘minha bandeira jamais será vermelha’. É brincadeira. Quando estava mamando a bandeira lá, a bandeira era vermelha foiçasso e um martelo sem problema nenhum, né?”, afirmou Bolsonaro à época.

Já Doria declarou em entrevista à Globo News, em 2 de outubro, que nunca foi bolsonarista e que apenas "incorporou" o slogan "Bolsodoria" campanha de 2018. Na primeira vez que os dois se encontram em um evento público desde a sequência de ataques, Doria baixou o tom que vinha utilizando ao comentar sua relação com Bolsonaro. 

Em evento da Polícia Militar de São Paulo, em 11 de outubro, o tucano ouviu vaias e disse que o presidente, assim como seus ministros, é um "amigo dos brasileiros em São Paulo". "Fiz questão de estar presente para mostrar que o Estado de São Paulo é parceiro das boas ações do Brasil. O que for positivo para o Brasil e para São Paulo,  o governador estará ao lado. Em São Paulo, não fazemos oposição ao Brasil", disse Doria.

Bolsonaro, ovacionado ao discursar, elogiou militares, criticou governos que o antecederam e, ao público, disse que as pessoas são "os únicos a quem deve obediência". Citou protocolarmente Doria no início de sua fala e depois não fez mais menções ao governador.  

 

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