Com atraso, Serra começa sabatina na CNA

Tucano terá para si todas as atenções no evento; rivais recusaram o convite da confederação

Carol Pires / BRASÍLIA, estadão.com.br

01 Julho 2010 | 10h48

Com atraso de uma hora e meia, começou, há pouco, a sabatina com o presidenciável tucano José Serra, na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O candidato, que chegou à sede da CNA, em Brasília, quase uma hora depois do horário marcado, terá para si, nesta quinta-feira, 1º, todas as atenções do setor. Os outros dois candidatos mais bem colocados nas pesquisas - Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) - recusaram o convite da confederação, presidida pela senadora de oposição Kátia Abreu (DEM-TO).

 

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Dilma tentou, recentemente, abrandar a imagem do PT frente ao setor rural ao fazer críticas às invasões de terra. Disse que a "ilegalidade não pode ser premiada". Como justificativa para não comparecer à sabatina, Dilma alegou problemas de agenda. Em viagem à Espanha, ela rebateu críticas de que estaria fugindo do debate eleitoral. "Eu tenho feito vários debates com jornalistas", disse na ocasião.

 

Marina Silva, por sua vez, pediu à CNA para ter acesso prévio às perguntas da sabatina. Diante da negativa, cancelou a presença. Em carta, o coordenador da campanha dela, João Paulo Capobianco, justificou que "dada a vinculação legítima de dirigentes da CNA com a candidatura adversária, apenas o conhecimento dos temas definidos para as perguntas não asseguraria a necessária isonomia para que as visões estratégicas sobre a condução do agronegócio brasileiro fossem expostas adequadamente".

 

A equipe de Marina Silva também afirmou ter recebido o documento "O que esperamos do próximo presidente", com propostas do setor, no início desta semana, enquanto José Serra, segundo ela, teve acesso ao conteúdo em abril. Em resposta, a senadora Kátia Abreu afirmou que, ao apresentar as perguntas aos presidenciáveis apenas no dia da sabatina, a CNA pretende aferir o preparo dos candidatos. "Infelizmente, nós gostaríamos muito de haver um debate. O silêncio de certa firma confunde os eleitores. Tiraram deles a oportunidade do debate", disse a senadora.

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