Com atraso, Dilma recebe credenciais de embaixadores

Cerimônia com representantes de 32 países ocorreu somente nesta segunda; sem a carta embaixadores não podem representar seus países em solenidades

RAFAEL MORAES MOURA E LISANDRA PARAGUASSU, O Estado de S. Paulo

10 de novembro de 2014 | 12h21

Brasília - Alvo de críticas da diplomacia por conta de uma espera que se estendeu por até dez meses, a presidente Dilma Rousseff recebeu nesta segunda-feira, 10, as cartas credenciais dos embaixadores de Cuba, Paraguai e outros 30 países. A solenidade foi transmitida pela TV NBR, mas jornalistas foram impedidos de acompanhá-la e até de chegar perto do local da cerimônia, realizada no segundo andar do Palácio do Planalto.

Sem entregar as cartas credenciais, os embaixadores não podem representar os seus respectivos países em audiências ou solenidades oficiais com a presidente Dilma Rousseff.

Entre os embaixadores que entregaram as cartas credenciais à presidente estão o do Paraguai, Manuel María Cáceres Cardozo; da Alemanha, Dirk Brengelmann; de Cuba, Marielena Ruíz Capote; do Chile, Jaime Gazmuri Mujica; e da Colômbia, Patricia Cárdenas Santamaria.

Segundo auxiliares da presidente, os preparativos da Copa do Mundo e o período de campanha eleitoral fizeram com que houvesse uma demora no agendamento da cerimônia de entrega das credenciais.

A demora de Dilma fez um dos maiores jornais paraguaios, o "Última Hora", publicar um editorial em que afirmava que a longa espera do embaixador paraguaio em Brasília, Manuel María Cáceres Cardozo, era um sinal de "desconsideração" do Palácio do Planalto.

"A mandatária de uma nação que se preze de ser séria não deveria sujeitar o relacionamento bilateral com seus vizinhos a questões de caráter eleitoral", criticou o jornal. "Os paraguaios não temos nada a ver com a agenda de comícios do Brasil nem com o afã reeleitoral de suas autoridades."

A última vez que Dilma havia recebido as credenciais de embaixadores foi em 31 de outubro do ano passado.

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