Com atraso, CPI dos Grampos será retomada ainda nesta tarde

Comissão retomou trabalhos nesta quarta e, segundo Itagiba, vai tentar ouvir delegado que investiga Protógenes

Andréia Sadi, do estadao.com.br

12 de novembro de 2008 | 16h38

A CPI dos Grampos na Câmara iniciou a sessão desta quarta-feira, 12, por volta das 15h30  com uma hora de atraso, mas suspendeu os trabalhos para a ordem do dia, segundo informou ao estadao.com.br o gabinete do deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), presidente da comissão. Os deputados foram dispensados para concluírem no plenário a votação da Medida Provisória 443, que autoriza o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a comprarem instituições financeiras.   Veja também: Presidente da CPI dos Grampos quer prorrogar trabalhos Especial explica a Operação Satiagraha Multimídia: As prisões de Daniel Dantas Daniel Dantas, pivô da maior disputa societária do Brasil   Após quase três semanas paradas, a CPI dos Grampos retomou os trabalhos com novos objetivos: investigar a Polícia Federal pela suposta quebra de sigilo sem autorização judicial de jornalistas e outras pessoas no dia em que foi deflagrada a Operação Satiagraha, além de prorrogar a apuração da comissão. Em entrevista ao estadao.com.br, o presidente da CPI disse que as investigações "não têm lado".   "Queremos verificar se a PF na investigação contra o Protógenes também se utilizou de meios indevidos. Minha investigação não é dirigida nem contra nem a favor de ninguém, (é)objetivando se existem grampos ou quebras de sigilo de forma incorreta e ilegal, não importa quem as faça".   Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, a quebra de sigilo apontaria se o delegado da PF que comandou o caso e depois se afastou, Protógenes Queiroz, teria vazado informações sobre a Operação Satiagraha para a imprensa. Em nota, a Polícia Federal negou a violação dos aparelhos Nextel.   Itagiba disse também que a CPI vai votar novos requerimentos esta semana e ouvir o delegado Amaro Vieira Ferreira, que está encarregado da investigação sobre Protógenes. "Queremos ouvir também o membro do Ministério Público que atua no caso", completou, referindo-se a Roberto Dassié, coordenador do controle externo das atividades policiais. Dassié acusou Amaro de ter violado o sigilo telefônico dos aparelhos da Nextel na madrugada da operação.   Itagiba não descartou uma possível acareação entre Protógenes e Amaro. " Não é questão de descartar (acareação). Um passo de cada vez, se houver necessidade, não descartamos nada", finalizou.   A Operação Satiagraha, comandada pelo delegado Protógenes Queiroz, prendeu, entre outros, o banqueiro Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.  

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