Com alta aprovação em pesquisa, Campos desconversa sobre 2014

Enquanto costura candidatura à Presidência, governador de Pernambuco teve 58% de aprovação em seu estado na pesquisa CNI/Ibope, a maior entre os 11 governadores avaliados

O Estado de S. Paulo,

26 de julho de 2013 | 13h33

Com a melhor avaliação entre os governantes de 11 Estados na pesquisa CNI/Ibope divulgada nessa quinta-feira, 25, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) comemorou os 58% de aprovação de seu governo, em entrevista a uma rádio pernambucana, mas desconversou sobre as eleições de 2014. Mesmo costurando a viabilização de sua candidatura à presidência da República, o presidente nacional do PSB manteve a premissa que tem propagado: a de que só se deve tratar de 2014 em 2014. Segundo ele, o momento é de focar na administração do Estado.

"Quanto a eleição, deixa ela ser discutida em 2014. Imagine quanto tempo se perdeu discutindo eleições no início deste ano, quando se tinha um cenário completamente diferente do atual. É melhor a gente cuidar do trabalho e deixar a eleição para tempo que estiver mais próximo efetivamente", afirmou em entrevista à Rádio Folha FM, de Pernambuco, repercutindo a pesquisa.

Campos aproveitou o resultado positivo para agradecer aos pernambucanos. "É claro que eu compartilho esse resultado com toda a sociedade pernambucana, que tem confiado, estimulado, cobrado e nos apoiado.”

Apesar de o índice de avaliação do governador ter sido o mais alto da pesquisa — superando em 17% o segundo melhor avaliado, Beto Richa (PSDB), do Paraná —, Eduardo Campos não vive o seu momento de maior popularidade. Na pesquisa do Datafolha divulgada em novembro de 2010, ele contava com 80% de aprovação. Mesmo sendo pesquisas de diferentes institutos, pode se verificar uma variação grande diante dos atuais 58%.

Costura. Reportagem do Estado nesta sexta-feira, 26, mostra que Eduardo Campos quer o PSB no palanque do governador de São Paulo Geraldo Alckmin, que tentará a reeleição em 2014. Esta seria uma tática de isolamento do PT na disputa pelo governo estadual.

Campos se aproxima de Aécio Neves, potencial candidato do PSDB à Presidência. A dupla trabalha para que seus partidos estejam juntos nos Estados onde o cenário local mostra uma conjuntura viável, e São Paulo é um dos pilares dessa estratégia. Outro Estado onde PSB e PSDB conversam é Minas Gerais, onde houve troca de comando no diretório estadual dos socialistas, assumindo Júlio Delgado, ligado a Campos e próximo a Aécio, no lugar de Walfrido Mares Guia, amigo pessoal de Lula e apoiador à reeleição de Dilma. Pelo Brasil, os aliados de Campos ‘emparedam’ alas do PSB que ainda apoiam Dilma.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.