Marcos de Paula/AE
Marcos de Paula/AE

Com aliança em crise, Cabral e Dilma trocam elogios e querem mais parcerias

Aliado da base exige que petista desista de candidatura para dar lugar a peemedebista

Luciana Nunes Leal , O Estado de S. Paulo

14 Junho 2013 | 15h52

RIO - Em meio a um clima de guerra entre PT e PMDB no Rio por causa da sucessão estadual, o governador Sérgio Cabral (PMDB) e a presidente Dilma Rousseff trocaram elogios e promessas de continuidade da parceria, na tarde desta sexta-feira, 14. Em discurso na solenidade de assinatura da ordem de serviço para construção do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) que ligará a região portuária ao centro, Cabral disse que ninguém conseguirá afastá-lo da presidente. "Aqueles que, na política, tentam me dividir com a presidenta Dilma não conseguirão. Estamos unidos olhando o Rio e o Brasil", discursou.

Na sua vez de discursar, Dilma retribuiu. "Podem falar o que quiserem. Nós, da nossa parte, estamos juntos", disse a presidente, que citou várias vezes durante o discurso o vice-governador Luiz Fernando Pezão, pré-candidato do PMDB ao governo.

O PMDB do Rio exige o senador petista Lindbergh Farias abandone a pretensão de se candidatar em 2014 e apoie Pezão. Os peemedebistas ameaçam romper a aliança pela reeleição de Dilma se o PT lançar candidatura própria. Dilma lembrou quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que ela, então ministra chefe da Casa Civil, era a "mãe do PAC" e Pezão "era o pai".

"Dividi com Pezão o grande desafio de voltar a investir em infraestrutura", disse a presidente. A presidente visitou as obras da revitalização da zona portuária e seguiu para um encontro com o presidente da Fifa, Joseph Blatter.

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