Com agenda de chefe de Estado, Dilma vai a cerimônia no Japão

Ministra participou de homenagem ao centenário da imigração japonesa em um hotel de Tóquio

Da Redação,

24 de abril de 2008 | 08h38

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, participou nesta quinta-feira, 24, de uma cerimônia em Tóquio em comemoração aos 100 anos de imigração japonesa para o Brasil. Ao lado de Kohei Uehara, representante da colônia no País, ela recebeu o cumprimento do premiê Yasuo Fukuda (foto). A ministra foi apresentada em nota à imprensa do Ministério das Relações Exteriores do Japão como o nome "mais promissor" do PT para a eleição de 2010, e cumpre nesta quinta-feira uma agenda típica de chefe de Estado, como representante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Foto: Shizuo Kambayashi/AP   Dilma afirmou nesta quinta-feira que coreanos e japoneses confirmaram a participação no leilão de concessão do trem de alta velocidade que ligará Rio de Janeiro e São Paulo, prevista para o primeiro trimestre de 2009. A ministra afirmou também que o investimento estimado é de US$ 9 bilhões e que a modelagem pode prever a exigência de joint ventures entre empresas vencedoras e brasileiras.   A ministra disse que as empresas japonesas competirão com francesas e alemãs, entre outras. Entre as companhias interessadas está um consórcio formado por Mitsubishi, Mitsui, Toshiba e Kawasaki. Dilma também destacou a alta tecnologia das empresas japonesas e disse que a linha entre São Paulo e Rio de Janeiro terá paradas intermediárias e será uma alternativa a outros meios de transporte, como o avião.   Durante suas reuniões com as autoridades e empresas japonesas, Dilma também falou sobre possíveis transferências de tecnologia do Japão ao Brasil em outras áreas, como nos semicondutores. No entanto, a ministra disse que, para que haja esta transferência, o Brasil deverá fazer um esforço na formação de recursos humanos que absorvam os conhecimentos tecnológicos.   A ministra citou ainda uma licitação que acontecerá na segunda metade deste ano para a dragagem dos doze principais portos brasileiros, do qual participarão empresas japonesas.   Dilma chegou à capital japonesa na noite de segunda-feira e, na quarta-feira, fugiu da imprensa durante todo o dia. A embaixada do Brasil não divulgou sua agenda e jornalistas recebiam a informação de que Dilma não daria entrevistas. A agenda da visita incluiu encontros com quatro ministros: Masahiro Koumura (Relações Exteriores), Akira Amari (Economia, Comércio e Indústria), Tetsuzo Fuyushiba (Terra, Infra-Estrutura, Transporte e Turismo) e Hiroya Masuda (Assuntos Internos e Comunicação).  A nota à imprensa do Ministério das Relações Exteriores do Japão descreveu Dilma como o "braço direito" de Lula e o "número 2" da administração petista, além de mencionar sua condição de presidenciável. Responsável pela implementação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Dilma também teria reuniões com representantes de empresas privadas e visitaria a central da Companhia Ferroviária do Japão.   (com Claudia Trevisan, de O Estado de S. Paulo, e Efe)

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