Com a proteção de Deus, serei inocentado, diz Renan Calheiros

O presidente do Senado volta a dizer que 'não há provas contra ele e que continuará 'ganhando' no conselho

Rosa Costa, do Estadão

04 de outubro de 2007 | 15h45

O presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) reafirmou nesta quinta-feira, 4, que será inocentado das acusações que pesam contra ele. "Eu não tenho nenhuma dúvida de que vamos continuar ganhando (no Conselho de Ética), porque não há provas contra mim. Nós estamos com Deus, e Deus, mais do que nunca, vai nos proteger nesta Casa."   Veja Também:    Especial: veja como foi a sessão que livrou Renan da cassação Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  Fórum: dê a sua opinião sobre a decisão do Senado     Ele fez a afirmação em resposta a uma pergunta sobre outro assunto. Jornalistas lhe perguntaram se discursaria na sessão solene que o Congresso está realizando em memória do ex-presidente da Câmara Ulysses Guimarães, que morreu há 15 anos.   Renan é alvo de três processos no Conselho de Ética do Senado. Ele é acusado de beneficiar uma cervejaria, ser dono oculto de duas emissoras de rádio em Alagoas e participar de suposto esquema de propina envolvendo membros do PMDB.   No dia 12 de setembro, Renan foi absolvido da primeira denúncia contra ele, de que ele teria despesas pessoais pagas por um lobista ligado à construtora Mendes Júnior.     Novo  Relator   O presidente do Conselho de Ética do Senado, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), disse nesta quinta-feira,  que anunciará o nome do senador escolhido para ser o relator da terceira representação aberta no colegiado contra o presidente da Casa.   Trata-se da denúncia de que Renan teria registrado em nome de "laranjas" (falsos proprietários) duas emissoras de rádio e um jornal adquiridos em sociedade com o usineiro alagoano João Lyra.   Ao contrário do que se esperava, Quintanilha disse que caberá ao senador Almeida Lima (PMDB-PB), aliado de Renan, relatar não essa, e sim a quarta denúncia - na qual Renan é acusado de participar de esquema de cobrança de propinas em ministérios ocupados pelo PMDB.   Quintanilha voltou a se queixar de suposta dificuldade para encontrar senadores dispostos a aceitar a relatoria dos processos contra Renan. Mas explicou por que rejeitou nomes de parlamentares que se dispuseram a assumir a tarefa, como Eduardo Suplicy (PT-SP) e Jefferson Pérez (PDT-AM), considerados independentes.    "A escolha de relator é uma atribuição do presidente (do Conselho). Eu gosto do Suplicy. Tenho por ele e pelos demais senadores o maior respeito, mas a competência é do presidente", limitou-se a dizer.

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