Collor nega envolvimento em varreduras da Polícia Legislativa

Em nota, senador afirma não ter 'conhecimento acerca dos fatos' ligados à Operação Métis, que investiga tentativa de obstrução da Lava Jato por instituição

Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

21 Outubro 2016 | 12h27

BRASÍLIA - O senador Fernando Collor (PTC-AL) divulgou nota em que diz desconhecer possíveis ações de varredura da Polícia Legislativa do Senado Federal em seu escritório ou residência. 

"O senador Fernando Collor não tem conhecimento acerca dos fatos narrados na manhã de hoje (sexta-feira, 21) e nega que tenha se beneficiado de qualquer ação da Polícia Legislativa do Senado Federal que seja estranha às suas funções institucionais", informa o texto divulgado pela assessoria do senador. 

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, 21, a Operação Métis para desarticular associação criminosa armada responsável por embaraçar a Operação Lava Jato e outras investigações da PF. A ação tem o apoio do Ministério Público Federal e mira em servidores da Polícia Legislativa do Senado. Quatro policiais legislativos foram presos temporariamente, incluindo o diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo Carvalho. Ele e os subordinados foram pegos em ações de contrainteligência para ajudar senadores que estão sendo investigados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Os senadores Fernando Collor (PTB), Edison Lobão (PMDB) e o ex-presidente José Sarney teriam sido beneficiados pela ação do grupo de policiais legislativos preso na manhã desta sexta-feira.

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