Collor e Simon discutem sobre o impeachment no Senado

O senador Pedro Simon (PMDB), em mais de duas horas de pronunciamento no Senado, nesta quarta-feira, traçou um panorama das atividades de investigação da chamada CPI do PC, em 1992, da qual participou. Para o senador, o trabalho da CPI, que resultou no impeachment do ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Mello (PTB), foi legítimo e reuniu depoimentos e provas documentais que justificaram o processo de impeachment.Collor contestou algumas afirmações de Simon e reiterou várias vezes que o STF o absolveu das acusações. Ele disse ainda que o Ministério Público não aceitou as provas apresentadas pela CPI.Contudo, Simon lembrou dos acontecimentos, desde o pedido de instalação da CPI, e disse que o STF não deveria ter arquivado o processo contra Collor. O senador gaúcho disse ser prática no STF não condenar agentes públicos, como ministros, deputados, senadores e presidentes."O seu mandato (Collor) de hoje é legítimo como legítimo foi o seu afastamento em 1992. Num país de tamanha fome e miséria o dinheiro público deve ser sagrado e inviolável", disse Simon. O senador Aloizio Mercadante (PT) disse ter orgulho dos trabalhos realizados pela CPI do PC, da qual também participou, e disse não concordar que "os trabalhos da CPI foram uma farsa". LadrãoDepois da sessão, Fernando Collor se dirigiu ao Palácio do Planalto para uma reunião dos parlamentares do seu partido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao chegar, afirmou que todas as pessoas que o chamaram de "ladrão" quando deixou o Palácio do Planalto, há mais de 14 anos, "têm de se calar agora."(Com Agência Senado e Reuters)

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