Coligação PSDB-PFL ainda enfrenta problemas nos Estados

O presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), disse que a aliança do seu partido com o PSDB está praticamente concretizada. Ele almoçou com o candidato tucano à Presidência da República, Geraldo Alckmin, e o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE). O pefelista disse que os dois partidos devem fechar formalmente a coligação até o final de abril, com a escolha de um candidato a vice-presidente do PFL para compor a chapa com o tucano.Ele admite que é preciso avançar em alguns Estados. Há problemas em Sergipe, onde o ex-governador Albano Franco (PSDB) exige uma posição na chapa do governador João Alves (PFL), candidato à reeleição. Também há problemas no Maranhão, onde o PFL da senadora Roseana Sarney vive às turras com o presidente do Instituto Teotônio Vilela, Sebastião Madeira (PSDB).No Rio de Janeiro também há problemas. O secretário-geral do PSDB, deputado Eduardo Paes, andou brigando com o prefeito da capital, Cesar Maia (PFL). No Piauí, está difícil uma composição entre o grupo do ex-governador e ex-senador Hugo Napoleão (PFL) com o prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB). No Distrito Federal, a governadora tucana Maria de Lourdes Abadia vai tentar a reeleição, mas os dois favoritos nas pesquisas eleitorais - deputado José Roberto Arruda e senador Paulo Octávio - são do PFL.Ao mesmo tempo, porém, o presidente do PFL destacou que seu partido não faz nenhuma restrição à participação do PMDB da aliança. "Aliança tríplice seria muito bom. Temos que ter uma prioridade, e a nossa é derrotar o governo corrupto e incompetente do PT", afirmou.O almoço serviu para fazer uma análise da parceria entre tucanos e pefelistas em cada Estado. Bornhausen deixou claro que os acordos estaduais são muito importantes porque, segundo ele, esta eleição pode ser resolvida ainda no primeiro turno.

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