Coligação de Serra pede desconto do tempo de Dilma

A coligação "Brasil Pode Mais", que tem como candidato à sucessão presidencial o tucano José Serra (PSDB), ingressou no início da tarde de hoje com seis representações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), requerendo um desconto no tempo a que a presidenciável Dilma Rousseff (PT) tem direito no horário eleitoral gratuito.

GUSTAVO URIBE, Agência Estado

19 de agosto de 2010 | 19h25

Os advogados do PSDB acusam a coligação da qual a petista faz parte ("Para o Brasil Seguir Mudando") de ter desrespeitado a Lei Eleitoral 9504/97, segundo a qual é proibido fazer propaganda de candidatos majoritários no espaço destinado aos proporcionais. A chapa requer que seja descontado o tempo equivalente a cada exibição das peças consideradas irregulares.

Em cinco das seis representações, a coligação alega que inserções de candidatos a deputado federal em Santa Catarina, veiculadas no dia 17, enalteceram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que beneficiaria a presidenciável Dilma Rousseff.

Numa delas, por exemplo, um locutor teria destacado os investimentos em agricultura e a criação de farmácias no governo do petista e, posteriormente, feito uma comparação com a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ressaltando que, na época, as iniciativas tinham "pouco apoio do governo". Em outra das inserções, o alvo da comparação foi a criação de empregos durante a gestão do PT.

Na última das representações, o PSDB requer redução do tempo da candidata por conta da participação de Lula na propaganda do candidato do PT ao governo paulista, o senador Aloizio Mercadante. Na aparição de 15 segundos, Lula pediu votos para o candidato em São Paulo e destacou que o seu governo mudou "o Brasil para melhor".

"Eu gostaria muito que você depositasse no Mercadante a mesma confiança que depositou em mim", dizia Lula. "Estou cada vez mais convencido de que, assim como mudamos o Brasil para melhor, o Mercadante vai conseguir fazer o mesmo em São Paulo". Os advogados alegam que o trecho beneficiaria Dilma.

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