Coligação de Hélio Costa pede maior participação de Lula em campanha

Depois do rápido crescimento de Anastasia devido à figura de Aécio, candidato do PMDB ao governo de MG quer reconquistar vantagem a partir de Lula

Eduardo Kattah, de O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2010 | 17h23

BELO HORIZONTE - O rápido crescimento da candidatura do governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), após o início do horário eleitoral no rádio e na TV, deixou em alerta a coligação em torno de Hélio Costa, candidato do PMDB ao governo do Estado. Para contrapor o avanço de Anastasia - na medida em que o tucano vai sendo identificado pelo eleitorado como o candidato apoiado pelo ex-governador Aécio Neves (PSDB) - a candidatura de Costa aposta numa participação "mais vigorosa" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Minas.

Conforme interlocutores do peemedebista, no último fim de semana, Lula conversou duas vezes por telefone com candidato a vice na chapa, Patrus Ananias (PT). O presidente se comprometeu a fazer novas gravações para o horário eleitoral e a intensificar suas visitas ao Estado.

Com a vantagem aberta pela candidata do PT, Dilma Rousseff, na corrida presidencial, Lula sinalizou que pretende priorizar as disputas em Minas e São Paulo - que se configuram como possíveis "trincheiras" tucanas em caso de derrota do presidenciável José Serra (PSDB). Na campanha de Costa, a confiança é de que o presidente decida, de fato, "confrontar" Aécio no segundo colégio eleitoral do País.

Lula não tem visita a Minas programada para esta semana, mas nesta terça-feira, 31, Patrus - que é coordenador da campanha de Dilma no Estado - se reúne em Brasília com o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, para acertar um novo roteiro do presidente e da presidenciável petista no Estado. A ideia, segundo Patrus, é "maximizar" a presença de Lula e Dilma em Minas. "Haverá uma presença maior do presidente Lula e da nossa candidata Dilma. É bom que haja."

 

Outra estratégia é potencializar a campanha em Belo Horizonte e região metropolitana, onde Anastasia é mais conhecido e registrou grande crescimento nas intenções de voto. A "nacionalização" da disputa estadual, com a maior presença de Lula, também poderá atrair a ala de Fernando Pimentel (PT), candidato ao Senado, para a campanha, acreditam fontes próximas ao candidato do PMDB. Pimentel - que travou uma disputa ferrenha com Costa pela candidatura ao governo -, na maior parte do tempo, tem feito uma campanha "descolada" da chapa ao governo estadual.

 

Nesta segunda-feira, 30, em Varginha, no sul do Estado, Anastasia minimizou o anunciado reforço do presidente na campanha do adversário. "Cada partido tem os seus aliados, seus trunfos, isso faz parte do jogo democrático. Agora, eu acho que as pessoas distinguem bem o que é eleição nacional do que é eleição estadual", observou.

 

A última pesquisa Ibope apontou cenário de empate técnico entre os dois principais candidatos ao Palácio Tiradentes. Costa, que até então mantinha uma liderança folgada, recuou de 38% para 33% e foi superado numericamente para Anastasia, que saltou de 27% para 35%. A subida de Anastasia nas pesquisas de intenção de voto já era esperada, mas os números do Ibope causaram desconforto entre petistas e peemedebistas.

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