Colher 'dividendo político' de gestão é legítimo, afirma Serra

PSDB e o DEM acusam o presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff de uso eleitoral de eventos de governo

AE, Agência Estado

28 Outubro 2009 | 09h42

No comando do maior Estado do País, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou na última terça-feira ser legítimo usar ações de governo para "colher dividendos políticos". Ele é um dos nomes do partido para a disputa da Presidência da República em 2010. "A gente saber o que nós mesmos fizemos (no governo) é muito importante para poder explicar, defender e inclusive colher dividendos políticos, o que é legítimo dentro de uma ação governamental", afirmou o tucano, ao participar de cerimônia para sanção de um projeto de lei que tem como beneficiários em potencial cerca de 220 mil professores.

 

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A declaração foi feita para uma plateia de parlamentares e dirigentes de escolas no momento em que Serra enfatizava a necessidade de todos conhecerem a fundo os detalhes do Programa de Valorização pelo Mérito. A nova medida permitirá aos professores da rede estadual até quadruplicar o salário ao longo da carreira. Entretanto, ele foi breve no comentário e não deu detalhes de como acredita que deveria ser feita essa "colheita" política.

 

Na esfera federal, o PSDB e o DEM acionaram na Justiça o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, com a acusação de uso eleitoral de eventos rotineiros de governo. O caso que levou à representação foi a visita de ambos às obras de transposição do Rio São Francisco neste mês.

 

O secretário estadual da Educação, ex-ministro Paulo Renato, que acompanhou Serra na cerimônia, afirmou que a lei sancionada ontem à tarde poderia sim trazer "dividendos políticos". "A médio prazo certamente terá." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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