Cobrança da oposição sobre Palocci é natural, diz Costa

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), afirmou hoje que é "natural" a cobrança da oposição sobre o aumento do patrimônio do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, mas deu a entender que o governo continuará mobilizado para impedir a convocação do ministro para dar explicações no Congresso.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

19 de maio de 2011 | 18h22

Ontem, a base aliada do governo montou uma operação de guerra para bloquear qualquer tentativa de integrantes do PSDB, DEM e PPS de convocar Palocci, e parlamentares chegaram a ser barrados pela Polícia Legislativa para que não participassem de comissões temáticas da Câmara.

Sem se referir diretamente à manobra, Costa alegou que "não faria sentido" uma convocação do ministro a não ser que "haja uma acusação formal". "Nosso entendimento é que até o presente momento nada há que justifique um depoimento do ministro Palocci. Acho que (convocação) seria uma coisa precipitada e terminaria virando uma disputa política. Mas, como esse é um fato muito importante para o País, para a governabilidade, é importante que não tenha esse viés político", disse.

Palocci voltou a ser alvo da oposição após revelação de que seu patrimônio cresceu 20 vezes em quatro anos a ponto de ele adquirir um apartamento de mais de R$ 6 milhões por meio da Projeto, empresa de consultoria de sua propriedade. Para Costa, as explicações sobre a questão encaminhadas pelo ministro ao Senado no início da semana são "perfeitamente aceitáveis para o governo e para a sociedade". "Se houver alguma mudança, a gente rediscute a questão", afirmou.

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