Coberturas online e esportiva são focos de congresso

Começa hoje em SP o 6º Congresso Internacional de Jornalismo, organizado pela Abraji; proximidade da Copa estimula debates

O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2011 | 23h00

O 6.º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, que tem início nesta quinta-feira, 30, na capital paulista, terá como foco o jornalismo online, mas, por conta da proximidade da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, vai privilegiar debates sobre a cobertura de eventos esportivos no País.

 

"Temas clássicos já consagrados em outras edições - como reportagem com auxílio do computador, investigação de crime organizado e fundamentos da reportagem - também farão parte da programação", diz Guilherme Alpendre, gerente executivo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), entidade que promove o evento.

 

Durante três dias, serão mais de cem palestrantes do Brasil e exterior em cerca de 70 mesas, painéis e oficinas de treinamento. O correspondente do Estado em Paris, Andrei Netto, também vai participar de uma mesa de discussão que pretende abordar as medidas de proteção para jornalistas durante a cobertura de conflitos armados. Em março, Netto ficou oito dias preso quando estava na Líbia cobrindo as rebeliões do mundo árabe.

 

O diretor de Conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour, o repórter da sucursal de Brasília Leandro Colon, e a jornalista Claudia Belfort, responsável pela versão para iPad do Estado, são alguns dos nomes que confirmaram presença no evento.

 

Homenagem. Nesta sexta-feira, 1º de julho, a Abraji vai homenagear o jornalista e professor Rosental Calmon Alves, fundador e atual diretor do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas.

 

Natural do Rio de Janeiro, Calmon Alves é considerado um dos grandes teóricos do jornalismo na web da atualidade. Ele foi o responsável pelo lançamento, no início de 2005, da primeira versão online de um jornal no Brasil.

 

"Ele é uma das pessoas que mais têm contribuído para o jornalismo em todos os países latino-americanos e é peça-chave para esse novo momento do jornalismo que tem se mostrado um pouco mais colaborativo e menos competitivo", afirma Alpendre.

 

WikiLeaks. O jornalista islandês Kristinn Hrafnsson, visto como o ‘segundo homem’ que representa o grupo WikiLeaks ao lado de Julian Assange, também vai participar do congresso.

 

Na sexta-feira, Hrafnsson vai discutir os impactos da iniciativa que tornou públicos dezenas de milhares de documentos diplomáticos de diferentes países do mundo para o jornalismo investigativo.

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