Coaf não tem estrutura para evitar fraudes, diz procurador

No seu depoimento à sub-relatoria de Normas de Combate à Corrupção da CPMI dos Correios, o procurador-geral do Ministério Público no Tribunal de Contas da União, Lucas Jorge Furtado, afirmou que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) não possui estrutura adequada para fiscalizar a movimentação financeira de grandes quantias no País, contando com apenas cerca de 30 servidores. Por esse motivo, segundo Furtado, o Coaf não detectou previamente movimentações financeiras suspeitas.Segundo informou a Agência Câmara, Furtado afirmou que antes de os escândalos de corrupção no governo federal se tornarem públicos, ele já havia requerido uma auditoria operacional no Coaf. Furtado apontou também falhas na legislação que facilitam a corrupção no País, como a Lei de Licitações, que visa apenas ao controle formal das contratações públicas, sem cuidar da eficiência e dos resultados desses processos.

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