CNT/Sensus: rejeição a Serra sobe quase 10 pontos

A rejeição ao candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, subiu quase 10 pontos porcentuais, passando de 30,8% verificados entre o fim de julho e começo de agosto, para 40,7% entre os dias 20 e 22 deste mês. O dado consta da pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta terça-feira. A rejeição à candidata do PT, Dilma Rousseff, também aumentou, mas é bem inferior à de Serra: passou de 25,3% para 28,9%.

LEONARDO GOY, Agência Estado

24 de agosto de 2010 | 12h08

Para o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, essa taxa de rejeição do candidato tucano torna muito difícil a possibilidade de ele virar o jogo e vencer a candidata petista. "Pela nossa experiência em institutos de pesquisa, nunca vimos uma pessoa se eleger com mais de 40% de rejeição", disse Guedes.

Na avaliação do presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade, o crescimento de Dilma nas pesquisas e a queda de Serra podem ser explicados pela capitalização, por parte de Dilma, do apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "A Dilma capitalizou bem a popularidade de Lula e conseguiu se colocar como braço direito dele", disse Andrade, acrescentando que os fatores econômicos como aumento do emprego e da renda colaboraram para a candidatura petista.

Voto por região

Pelos dados da pesquisa, Serra só está à frente de Dilma na Região Sul, onde o tucano tem 47,8% da preferência, contra 35,7% de Dilma e 6,9% da candidata do PV, Marina Silva. Nas regiões Norte e Centro-Oeste, Dilma lidera com 45% contra 25,5% de Serra e 7,6% de Marina. No Nordeste, onde o presidente Lula tem maior popularidade, Dilma tem 62,1% contra 19,8% de Serra e 6,4% de Marina. A petista também está à frente no Sudeste, com 39,2%. Na região, Serra tem 27,6% da preferência e Marina, 9,7%.

Dilma lidera no voto feminino, com 42,9% contra 27,4% de Serra. Entre o eleitorado masculino, a petista tem 49,4% e Serra, 28,7%. Para Guedes, o fato de Dilma liderar os votos entre os eleitores masculinos significa que ela ainda pode crescer no voto feminino uma vez que, segundo ele, em algumas regiões do País, os homens influenciam a opção das mulheres.

A pesquisa divulgada hoje foi feita entre 20 e 22 de agosto e registrada com o número 24.903/2010 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foram feitas 2 mil entrevistas e a margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais para baixo ou para cima.

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