CNT/Sensus mostra otimismo com indicadores sociais

Índice de expectativa da pesquisa sobe de 64,46 pontos em outubro de 2007 para 71,25 em fevereiro

Fabio Graner, da Agência Estado,

18 de fevereiro de 2008 | 12h46

A pesquisa CTN/Sensus divulgada nesta segunda-feira, 18, mostrou que houve uma melhora significativa no índice de expectativa, que sintetiza as perspectivas para indicadores de emprego, renda, saúde, educação e segurança pública para os próximos seis meses. Segundo a pesquisa, o índice de expectativa subiu de 64,46 pontos em outubro de 2007 para 71,25 pontos em fevereiro. Veja também:Avaliação positiva do governo Lula é a maior desde 2003Serra lidera intenções de voto em 2010, diz CNT/SensusCrise dos cartões afeta, mas não define popularidade de LulaA avaliação do governo Lula  Íntegra da pesquisa   De acordo com a pesquisa, para 58,4% dos entrevistados o nível de emprego vai melhorar nos próximos seis meses, ante 50,6% na pesquisa anterior. Para 23,3% o emprego vai se manter estável (27,7% na pesquisa anterior) e para 13,6% o indicador vai piorar (15,9% na avaliação anterior). Em relação à renda, 55,2% esperam uma elevação (45,9% na anterior), 29,9% acreditam que haverá estabilidade (37,8% anteriormente), e 10,6% acham que haverá uma redução (10,9% na anterior). Em relação à saúde, 54,4% esperam melhora (ante 43,6% na pesquisa anterior), 25,5% acham que a saúde ficará do mesmo jeito (32,3% na anterior) e 16,1% opinaram que irá piorar (19,6% na avaliação anterior). Quanto à educação, 60,5% esperam melhora (47,8% na pesquisa de outubro passado), 24,5% acreditam que se manterá estável (33% na anterior) e 11,5% apostam na piora deste serviço 14,8% na anterior). O último item pesquisado foi segurança pública para o qual também houve melhora no indicador. Para 46,8% a segurança irá melhorar (37,6% na anterior), 29,6% acreditam que não haverá alteração (30,3% anteriormente) e 19,9% acham que a segurança irá piorar (27,1% em outubro passado). Em relação aos últimos seis meses, o índice de avaliação do cidadão, que pondera os mesmos indicadores do índice de expectativa, subiu de 44,72 pontos para 50,90 pontos. Em todas as categorias, houve percepção de melhora nos últimos seis meses. O que , segundo o diretor da Sensus, Ricardo Guedes, explica o aumento na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu governo.  Crise econômica Além disso, a pesquisa mostrou que para 39,2% dos entrevistados o Brasil não está preparado para enfrentar uma nova crise econômica mundial. Entre as pessoas que têm acompanhado ou ouviram falar sobre a crise, originada nos Estados Unidos, e a possibilidade de uma crise mundial, o porcentual dos que avaliam que o Brasil não está preparado fica em 70,8%. Em relação ao total entrevistados, 12,9% avaliam que o Brasil está preparado, o que representa 23,2% dos que têm acompanhado ou ouviram falar da crise. Questionado se esse dado não contradiz as expectativas positivas que a própria pesquisa mostrou sobre a economia brasileira, Guedes explicou que o levantamento sobre a crise mostra uma preocupação que não invalida o otimismo com a economia brasileira.  Esse otimismo ficou claro com o resultado de uma outra pergunta sobre quanto tempo vai durar o crescimento do País. Para 60,9% dos entrevistados, o Brasil não vai parar de crescer enquanto que, para 11,6%, o Brasil vai continuar crescendo nos próximos 4 anos. Para 5,3% dos entrevistados, o crescimento do Brasil vai durar 1 ano. Para 5,2%, a expansão vai durar por seis meses e para 4,3%, o crescimento vai persistir por mais dois anos. De acordo com a pesquisa, 22,1% têm acompanhado noticiário sobre a crise e 33,2% ouviram falar da crise. Os que não ouviram falar ou não têm acompanhado o assunto correspondem a 41,9% dos entrevistados.

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