CNM diz que projeto da reforma sindical sai na próxima semana

O governo deve encaminhar ao Congresso, na próxima semana, o projeto de lei que estabelece a reforma sindical, informou hoje o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM), Fernando Lopes. "O governo apresentou essa sema na o texto aos membros do Fórum Nacional do Trabalho (FNT), que já o aprovaram", afirmou.A expectativa dos sindicalistas é de aprovação do projeto ainda esse ano na comissão especial do Congresso, criada para apreciar o tema, e de aprovação no plenário da Câmara e do Senado ainda no primeiro semestre de 2005. "O conteúdo do projeto é consensual entre os membros do Fórum e é inconcebível o Congresso realizar mudanças muito bruscas", advertiu.Ele adiantou também que os sindicalistas não aceitarão recuos das entidades patronais para mudanças nos textos. "Sabemos que a reforma não saiu do jeito que os empresários queriam, mas também não foi a sonhada pelas centrais sindicais", admitiu. "A Central Única dos Trabalhadores (CUT) cedeu muito para fecharmos uma proposta com o mínimo de consenso e, portanto, é inaceitável que alguma entidade retroceda durante a tramitação do projeto, independentemente do tipo de pressão que venham a sofrer e, certamente, sofrerá." Entre hoje e domingo, dirigentes da CNM permanecerão reunidos em Ribeirão Pires, região do ABC paulista, para realizar o "6º Congresso Nacional" da categoria. Além de definir o novo presidente da CNM, que será Carlos Alberto Grana, ex-secretário-geral da CUT e candidato em chapa única, o encontro definirá o "plano de lutas" dos metalúrgicos ao longo desse ano. O evento terá amanhã a participação dos ministros do Trabalho, Ricardo Berzoini, e da Casa Civil, José Dirceu.Uma das principais iniciativas planejadas pelos metalúrgicos para esse ano é a manifestação nacional, no dia 16, para cobrar do governo federal medidas de incentivo à geração de empregos, com a redução dos juros, realização de uma nova reforma tributária , cumprimento da política industrial e expansão de benefícios para outros setores e redução de jornada de trabalho em 10%, sem redução de salário.

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