CNJ vai organizar banco de dados sobre cada presidiário do País

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou a criação de um banco de dados eletrônico sobre a população carcerária do País. O banco deverá ter informações individualizadas sobre cada preso brasileiro. A idéia do CNJ é a de dar subsídios para que as autoridades evitem crises e ondas de violência como a ocorrida no final de semana em São Paulo.Além dos dados pessoais de cada presidiário, o banco deverá informar, por exemplo, por quais crimes ele foi condenado, qual é a duração da pena, como é o seu comportamento na penitenciária e se já se envolveu em alguma rebelião. Os integrantes do CNJ, órgão de planejamento e controle externo do Poder Judiciário, acreditam que as informações poderão evitar a ocorrência de rebeliões e indicar às autoridades a forma como o preso deve ser tratado em situações de crise.O secretário-geral da CNJ, Sérgio Tejada, disse que a coordenação do banco de dados será do conselho. Segundo ele, a idéia é de que o banco seja alimentado e consultado por todos os setores envolvidos com o assunto (Judiciário, Polícia, Ministério Público).Tejada informou que o banco de dados deverá ser implantado num prazo de 30 dias. "Teremos todas as informações necessárias sobre cada presidiário. Assim, poderemos tratar cada um deles individualmente e não coletivamente como acontece hoje em dia. Isso fará com que cada presidiário tenha tratamento justo e adequado", afirmou o secretário do CNJ.O presidente do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo, Celso Limongi, que estava presente à sessão em que o conselho aprovou a criação do um banco de dados, afirmou que esse sistema poderá ajudar as autoridades a agirem, quando necessário, para prevenir e combater rebeliões e ondas de violência como as que atingiram São Paulo. Limongi disse também que as informações, com o perfil de cada preso, poderão evitar problemas futuros.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.