CNJ vai analisar acusações contra magistrados presos no ES

Presidente do TJ, afastado do cargo, e outros dois desembargadores são acusados de vender sentenças

Agência Brasil,

11 de dezembro de 2008 | 20h14

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai abrir um processo para analisar a situação do Judiciário no Espírito Santo. Segundo nota divulgada nesta quinta-feira, 11, a Corregedoria Nacional de Justiça vai analisar as infrações disciplinares cometidas pelos magistrados acusados de crimes contra a administração pública, entre eles nepotismo e venda de sentenças, no inquérito que corre em segredo de justiça no Superior Tribunal de Justiça (STJ).   Veja também: Tribunal do ES afasta presidente preso sob acusação de vender sentença Escutas indicam venda de sentença PF prende presidente do TJ do Espírito Santo e mais seis   A medida, confirmada pelo ministro Gilson Dipp, é motivada pela prisão, pela Polícia Federal, do presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES), Frederico Guilherme Pimentel, além do juiz Frederico Luís Schaider Pimentel, outros dois desembargadores e uma servidora do tribunal. Pimentel foi afastado do cargo nesta quinta-feira.   De acordo com o CNJ, as investigações concluídas pelo STJ serão encaminhadas ao conselho nos próximos dias. Além disso, Dipp disse, por meio da sua assessoria, que os atos do TJ-ES, que afastou Frederico Guilherme Pimentel da presidência, não vão influenciar as ações da corregedoria do CNJ. Gilson Dipp não deve falar com a imprensa antes de ter mais informações sobre o caso e até que o processo seja instaurado no conselho.   Na última terça-feira, a PF prendeu os magistrados, advogados e uma servidora do TJ-ES por ordem da ministra do STJ Laurita Vaz, relatora do inquérito que investiga o envolvimento dos acusados em crimes contra a administração pública e a Justiça. A ministra também expediu 24 mandados de busca e apreensão.   De acordo com nota da Polícia Federal, durante a operação também foi preso, em flagrante, um membro do Ministério Público Estadual, por posse de armas de fogo e munição de calibre restrito. A investigação corre em segredo de Justiça desde abril deste ano. O delito apurado consiste, basicamente, no patrocínio e intermediação de interesses particulares no TJ-ES.  

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