CNJ: pedido de escuta telefônica será totalmente digital

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu que o processo de escuta telefônica será totalmente digital. Os ofícios dos juízes às operadoras de telefonia determinando as escutas deixarão de ser de papel e passarão a ser eletrônicos. A medida, anunciada hoje pelo corregedor nacional de Justiça, Gilson Dipp, tem o objetivo de tentar inibir falsificações de ordens judiciais.O CNJ resolveu tomar providências depois que a Polícia Civil de São Paulo descobriu uma quadrilha que negociava escutas telefônicas com base em decisões judiciais falsificadas. Dipp reuniu-se com representantes de operadoras, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grampos e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).Além dessa providência, os participantes da reunião discutiram a adoção de medidas para unificar a metodologia de alimentação do banco de dados sobre as escutas telefônicas em andamento no País. No final do ano passado, houve divergência entre os números de escutas divulgados pela CPI e pelo CNJ. "Há uma divergência de metodologia, de critérios. Não é culpa de ninguém", afirmou Dipp.

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