CNJ mira chefe da Justiça capixaba

Órgão deve abrir processo esta semana contra Pimentel, além de dois desembargadores, juiz e diretora do TJ

Vannildo Mendes, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

15 de dezembro de 2008 | 00h00

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deve abrir processo disciplinar esta semana para analisar as acusações contra o presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, Frederico Guilherme Pimentel, dois outros desembargadores, um juiz e a diretora de distribuição do órgão, Bárbara Sarcinelli, acusados de crimes contra a administração pública e de integrar esquema de venda de sentença. Relatório sobre a atuação do grupo, desmantelado pela Operação Naufrágio, já foi enviado ao conselho pela ministra Laurita Vaz, relatora do inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ).Pimentel deverá receber nova intimação para depor, tão logo receba alta do Incor, onde está internado desde a semana passada. Ele sofreu princípio de enfarte horas depois da primeira tentativa de depoimento.Caberá à Corregedoria Nacional de Justiça, do CNJ, analisar os supostos desvios e aplicar punições disciplinares, que incluem perda de cargo, sem prejuízo das sanções penais a que estão sujeitos na Justiça Federal. O conselho se reúne amanhã e o assunto deve entrar na pauta.Realizada na terça-feira passada, a operação prendeu também dois advogados e um procurador de Justiça e apreendeu documentos e provas criminais. Na casa do desembargador Elpídio Duque, preso com o filho, o advogado Pedro Duque, a Polícia Federal encontrou cerca de R$ 500 mil em espécie. Ontem, a PF divulgou imagens da operação, incluindo as do cofre e da pilha de dinheiro. Também foram divulgadas fotos das armas encontradas na casa do procurador de Justiça Elezier Siqueira de Souza.

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